setembro 23, 2026

STEPHEN HAWKING *


Por que estamos tão preocupados com a inteligência artificial?

Sem dúvida o ser humano sempre será capaz de apertar o botão de desligar...

“Deus existe?”, perguntaram as pessoas a um computador.

“Agora existe”, respondeu o computador, e derreteu o botão de desligar.


In “Breves Respostas Para Grandes Questões”, novo, disponível no Sebo da Garagem, por 35 paus!  Na editora: 59,90...

Recomendo!

CRÔNICA: ANDREIA (PITA) RABAIOLLI


 NÃO LARGA A MARTA!

Conversas de consultório na varanda...  Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra, diria Rita Lee para aquelas que já passaram da fase protocolar da TPM, nasce a MPT, ou a Memória Perdida de Todas, compartilhada entre risadas e “nem lembro”.

Mães, filhas, avós, professoras, políticas se reúnem, e trocam a “persona” pela pessoa. Se despem, falam em terapia, filhos, profissão, matrimônio, gozo e saúde. Em noite de início de primavera, um bebê vem ao mundo na Holanda; a avó se emociona em Lajeado. Um acalanto.

Entre rizomas e deboches, entre Foucault e uma garrafa de vinho, há muito mais da filosofia: há o cotidiano da amizade. Cultivado dia a dia.

Marta é o fio condutor da noite. Ah, a Marta, essa psicanalista segura as pontas das amigas. 

O título dessa crônica inicia pelo conselho: “Não larga a Marta!”. 

Uma garantia para continuar o tratamento? Loucuragens se cura pela conversa.

Mas o “tratamento” está ali entre elas, ajudando a construir a cura.

Esquecerão os motivos do riso.

Lembrarão o sentimento 

É inerente.

Coisas que o Claude não pode fazer.

Uma noite para perder o controle e manter a nossa amizade.

Deixar a brisa entrar e lembrar mansamente: o mais íntimo é estar. Nada lubrifica mais a amizade do que compartilhar - nem Lubrisa. 

Da noite nos despedimos, lembraremos que não lembramos.

E lembrar assim também é alma. É a insônia de Macabéa.

 

ARMANDINHO


 

MATINAL NEWS


DO MEU BLOQUINHO

As civilizações... Olhei para ele e perguntei: 

- Um motivo para votar no Flavio. Um só.

Não soube dizer. Teria que perguntar para a I.A. que, se honesta, responderia:

Continuidade do bolsonarismo:

(716 mil mortes por Covid e a falcatrua da cloroquina)

(Circulava sem máscara, desprezava a gravidade da doença, zombava de quem tentava respirar e não conseguia devido ao vírus)

(O “passar a boiada” de Ricardo Salles e o expressivo desmatamento no país)

(A extinção de direitos trabalhistas)

(O decreto das armas. O povo voltou a se armar)

(A volta da fome: as pessoas faziam fila em açougues e mercados, por carcaças e ossos descartados)

(Acabou com as demarcações de terras indígenas e enfraqueceu a Funai.)

Defesa da pauta econômica e segurança pública

Atuação legislativa.

Olhei para ele:

- O cara não fez nada no Senado. Foi um bosta.

Nunca mais me procurou. 

A civilização no Vale do Taquari é uma treta só. 

Daqui nada herdaremos a não ser estátuas e pontes superfaturadas. E a invasão dos edificios em áreas residenciais.

Mas eis que da Mesopotâmia herdamos a expressão “Olho por olho, dente por dente.” Dos babilônios, a astrologia. Do Egito ganhamos o calendário e o papiro, de onde veio o papel e o livro.  E por isso a gente lê. E escreve.

 

 

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ

Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas? 
Nos livros estão nomes de reis; 
Os reis carregaram as pedras?

 A torre pelo jesuíta e inventor alemão Athanasius Kircher

E Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem a reconstruía sempre?

Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?

No dia em que a Muralha da China ficou pronta,
para onde foram os pedreiros?


Bizâncio

A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo:
Quem os erigiu?

Quem eram aqueles que foram vencidos pelos césares?

Bizâncio, tão famosa, tinha somente palácios 

para seus moradores?

Na legendária Atlântida, quando o mar a engoliu,

os afogados continuaram a dar ordens a seus escravos?


O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?


César ocupou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro?

Felipe da Espanha chorou quando sua armada naufragou.

Foi o único a chorar?

Batalha de Zorndorf pelo pintor alemão, Carl Röchling

Frederico 2º venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem partilhou da vitória?

A cada página uma vitória.


Quem preparava os banquetes?
A cada dez anos um grande homem.


Quem pagava as despesas?


Tantas histórias,
Tantas questões.

Berthold Brecht

70 anos de sua morte

e novas questões continuam surgindo...