Guardachuvadelaura
março 11, 2026
MEMÓRIAS DE UM VERÃO
Dias desses assisti um filme de direção sensível, minimalista. Talvez não tivesse a força que tem se não a atuação contida e discreta de Glenn Close: Memórias de um verão. No início você espera que algo aconteça. Mas não. É uma vida comum, uma relação delicada entre avó, neta e seu pai recolhido no luto. E como vamos sobrevivendo, como vamos nos permitindo cada um viver o seu luto, com a ausência de alguém querido não mais entre a gente. E está. A dor de Sophia. A dor do pai, um rasgo que precisa ser costurado, uma ferida a ser curada com a reaproximação. Só o tempo para buscar a aceitação. É um filme descritivo e cuidadoso. Há camadas a descobrir nessas relações de reconciliações com a dor da perda. Uns vão achar vagaroso. Uns vão dormir. Uns vão se emocionar. E uns vão amar a natureza e o lugar deslumbrante. Nos créditos, baseado em fatos reais, a história da escritora finlandesa Tove Jansson. Filmes como esse são necessários para desacelerar as tensões impostas por um mundo falido, à beira de uma terceira guerra mundial.
Uma curiosidade: Glenn Close já foi indicada 8 vezes ao Oscar. Nunca ganhou. E tanta atriz ruim e nova já faturou. Tenho ranço de Hollywood... Aguardo a estreia do musical Sunset Boulevardt, quando Glenn vive Norma Desmond, estrela do cinema mudo.
PARÁBOLA
Certa vez, um monge budista passou por anos de preparação até que lhe fosse permitido entrar no templo mais sagrado de uma cidade no Tibete.
Então, quando o sujeito finalmente teve autorização para
entrar no templo, adivinhem o que foi que ele avistou em cima de um altar?
Ele viu uma escultura maravilhosa de um casal em plena relação sexual, com a mulher e o homem sentados de frente um para o outro.
“E por que essa
imagem está num altar? – perguntou.
"Porque o encontro sexual
é um ato da criação”, disse o monge que varria o templo.
DO MEU BLOQUINHO
Sonhava que fizera da minha casa, uma galeria de arte, um sebo e um café. Eu não dava conta de atender, virar o lado B do vinil no toca-discos, as pessoas murmuravam aflitas, as mãos se tocavam, os joelhos se tocavam e eu pedia olhem para os quadros. Todos à venda. A torta era boa, o salgado era ruim. Elas queriam champagne e eu respondia Só brut. Ninguém tirou o celular da bolsa até que um tocou dentro de uma mochila. E acordei. Cinco horas da manhã, e o meu dna simiesco já abanava o rabo e eu me vi pulando de árvore em árvore. Da Vinci... Vida bem vivida são as curtas que não chegam a penar decepções e sofrimentos. Um bom sono é uma espécie de boa morte. E é libertadora.
PENDURICALHOS SEMPRE EM ALTA
Magistrados do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul receberam 840,2 milhões de reais em benefícios
além do salário em 2025.
O valor é o maior desde o começo da série histórica
disponível na plataforma DadosJusBR, iniciada em 2018. Em média, os magistrados
vinculados ao tribunal estadual recebem 70,9 mil por mês, considerando
subsídio-base, benefícios e descontos. O montante é 53% acima do teto
constitucional, hoje fixado em 46,3 mil.

