maio 27, 2026

DIÓGENES


 

Pai do cinismo.

Gosto de assistir filmes com pitadas de humor sutil, filmes sobre relações familiares e suas dinâmicas de convivência, as invejas, os ciúmes... A tensão, a falta de assunto durante os encontros. O cinema  argentino e o espanhol são ótimos quando abordam esse tema.

O que não pode ser dito, compartilhado. As lembranças que não são as mesmas para os irmãos. O silêncio que se impõe como um abismo entre eles. A competição para ver quem recebe mais atenção dos pais. O desprezo entre irmãos. Um mais ganancioso, outro mais amargo, outro desiludido, os invejosos, os fúteis, incluo o gênero feminino também, claro. Gentes.

Nunca esqueço, quando minha mãe ainda estava bem, era espirituosa e dizia as coisas como se enfiasse uma lâmina fina e doce entre nossas conversas, fazia questão de afirmar que as relações entre os irmãos era das mais difíceis. Logo ela que só teve um e cuidou dele até morrer. Já o meu pai manteve distância dos dois irmãos. Creio que a vida impôs. Às vezes penso que é culpa dos genitores.

Mas voltando aos filmes, esses que traduzem a humanidade dos núcleos familiares hipócritas como dizia o filósofo Diógenes, do fundo do barril onde morava, me agradam. Filmes sobre amizades também. Queria indicar uns, mas não lembro os títulos. Desculpe!

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