Fevereiro 02, 2012

CARLITO AZEVEDO

“A poesia é uma droga sem tratamento.
E como todo dependente, quando vem a crise,
você se dilacera
entre a necessidade de conseguir mais droga
e a de parar com aquilo.
A minha crise particular ocorreu
quando me dei conta de como era obsceno
trocar a própria dor por poesia.
Trocar os seus pesares, como dizia Drummond,
por contentamento de escrever.”

TRILHA SONORA

Avalokiteshvara... Minha cidade frita, torra, queima. Ontem foi a 40º. 70 mil habitantes, 140 mil olhos e ninguém vê a falta do verde nas ruas e nos bairros? Socorro, orra.

GÊNERO MASCULINO E SUAS VARIAÇÕES


Pode ser em Encantado.
Pode ser em Arroio do Meio, Estrela, Cruzeiro do Sul.
Pode ser em Lajeado.
Pode ser no interior do Rio Grande do Sul ou nas capitais do país.
Onde você  perceber um grupinho reunido, principalmente de mulheres, o assunto que desperta nossos cinco sentidos é sempre o mesmo:
Homens.
E no desenrolar do fio, o tema que decompõe os anos e intrigam os  cronista – antes de Machado de Assis – superando modismos, derrubando preconceitos e tabus, fazendo com que freudianos ocupem as páginas dos jornais e revistas, que cientistas sociais  dobrem-se ante as câmeras de tevê (aqui desnecessário citar o cinema),  mas as conversas sempre acabam em...
SEXO
E para chegar até “traição”, não precisa fosso, ponte, abismo. Parece um  mantra:
homem, sexo, traição, homem, sexo, traição, homem, sexo, traição.
As esquemosas choram os descasos e gargalham despudoramente sobre seus casos. Depois se refugiam no banheiro e retocam a maquiagem. Prontas e perfumadas, tratam de  ligar o radar: Onde?
Onde eles estão? Onde se escondem os homens? E por que tão distantes?
As casadas ostentam os seus exemplares com orgulho: O meu taqui ó.
Sim, querida, hoje estava, amanhã pode não estar mais e dê-lhe fluoxetina nessa alma oca e  encurvada.
Encurvada em frente aos folhetins da tevê Marinho.
“O que dói não é a transa com  tesão passageira. O que dói é a transa com amor.” – disse minha amiga aos prantos, fumando um cigarro atrás do outro e eu perdida na fumaça constrangedora. E muda.
“Quero que queimem no inferno, os desgraçados.”- gemia essa despedaçada amiga.
TRAIÇÃO

Sim, pensei, se trair é pecado, melhor que os desalmados queimem em vida, execrados pela opinião pública.
Não tanto.
Mas pela vizinhança, pelos colegas de trabalho e de partido político.
E não adianta jogar pedra no telhado vizinho: a humanidade é adúltera e há de se conviver com isso.
Ainda tem gente que acredita que trair não é pecado.
É sim! É pecado quando se trai com amor, com avassaladora paixão.
É isso que dói e parece nunca cicatrizar.
Trair até podemos suportar.
Mas trair com amor é roubar nossa esperança.
É trair as nossas brincadeiras dos tempos de menina.
Trair é desacomodar.
E desacomodar incomoda.
Ou não?

* Minha crônica no jornal Opinião, de Encantado.

Fevereiro 01, 2012

RODOLF STEINER


Terapia:
Nego a submeter-me ao medo que tira a alegria da minha liberdade, que não me deixa arriscar nada, que me torna pequeno e mesquinho, que me amarra, que não me deixa ser direto e franco, que me persegue, que ocupa negativamente a minha imaginação, que pinta constantemente visões sombrias.

VOYEURS URBANOS

photo by João Correia
Desde o ano passado duas palavrinhas, ou dois temas, estão me chamando atenção: 
inspiração e alma.
Interligadas?
Ambas  associadas a criação. 

“ANTES DE BRANDO, DEPOIS DE BRANDO”


É o que pensa o diretor Martin Scorsese. Não sei de nada. Mas acabo de assistir o aclamado pela crítica cinematográfica Um Bonde chamado Desejo, com o ator em sua primeira atuação no cinema.  Mas não seu primeiro lançamento. Deixa pra lá. Quem se interessar que pesquise na wikipedia. Marlon Brando  é tudo aquilo que muitas mulheres esperam de um homem: lindo, tesudo e cafajeste. Mas ele é Stanley Kowalski e o verdadeiro Marlon Brando é bissexual, conforme minha intuição – e decepção -  e depois por  leituras na rede. Quando assisti o Ultimo Tango em Paris, um Marlon Brando por inteiro compareceu. Depois, em O Poderoso Chefão, o grande ator e o segundo Oscar.  Tentei postar um vídeo do filme, mas me foi negado.

E aqui para os melhores momentos brandianos: http://www.youtube.com/watch?v=BLjOoPp4nFo&feature=related

SOBRE A IMPORTÂNCIA DO DIÁRIO


“Estas poucas páginas vão ter assim o objetivo de ocupar o meu espírito para que ele não possa vagar por outros lugares.

 Me recomendaram também não destruir o presente caderno e não perder as folhas dele. É uma prova, pelo menos penso assim, de que se interessam pelo que eu posso escrever ou pelo menos pelo que eu vou querer mostrar dos meus pensamentos, das minhas impressões e da minha existência em geral. Vou levar em conta essa recomendação não só por obediência mas também porque estas linhas que batizei com o título pomposo de diário também vão poder me distrair quando mais tarde eu quiser relê-las.

(...)
Eu não escrevi a não ser para mim e não vou escrever a não ser para mim. Embora talvez fosse um exemplo salutar para muitos se dar conta de onde a preguiça, as más inclinações e a libertinagem podem levar.”

Do diário de Émile Nouguier na prisão de Saint-Paul:

 “Memórias de um pardal ou Confissões de um prisioneiro”,  iniciado em 3 de fevereiro de 1899 e encerrado em fevereiro de 1900, com sua execução na guilhotina. O livro foi publicado em 20 de março de 1998. 

AMO MAFALDA

Janeiro 15, 2012

JAMES JOYCE

"As folhas secas cobrem em abundância
o caminho das recordações."

UMA FOTO

UMA TRILHA SONORA


.a trilha sonora da minha vida começou com um compacto da elis regina: madalena, de um lado. vou deita e rolar, do outro. tinha doze anos.  nessa época, surgiram os hormônios e os meninos. doze anos depois, os meninos não eram mais novidade e eu fritava batatinha para o almoço no ap da borges fortes, em porto alegre, quando ouvi pela radio continental  sobre sua morte. tinha dois filhos pequenos pra criar que me olhavam sem entender nada. eu chorava sentada no piso refrescante da cozinha, encostada na parede. eles brincavam na sala e eu não podia dizer que a vida era uma merda. seria injusto. lembrei disso porque estamos em 2012 e a morte de elis completa trinta anos. é muito tempo para quem sempre imaginou que iria embora dessa cidade para ser uma sandra passarinho. antes de casar descobri os mutantes. depois, rita lee que embalaria os anos 80. ontem comprei um cd da amy  winehouse. é patético comprar cd. mas sempre fui patética. amy é a trilha sonora dos meus cinquenta. tambem morreu cedo. hj é dia de chamar os espíritos.

UMA CASA PARA MORAR

QUANDO VIERES



Quando vieres
Encontrarás tudo como quando partiste.
A mãe bordará a um canto da sala…
Apenas os cabelos mais brancos
E o olhar mais cansado.
O pai fumará o seu cigarro depois do jantar
E lerá o jornal.

Quando vieres
Só não encontrarás aquela menina de saias curtas
E cabelos entrançados
Que deixaste um dia.
Mas os meus filhos brincarão nos teus joelhos
Como se te tivessem sempre conhecido.
Quando vieres
Nenhum de nós dirá nada
Mas a mãe largará o bordado
O pai largará o jornal
As crianças os brinquedos
E abriremos para ti os nossos corações.

Pois quando vieres, Não és só tu que vens,
É todo um mundo novo que despontará lá fora
Quando vieres.

Maria Eugénia Cunhal
Poema XVII de “Silêncio de vidro”, Abril de 1962.

Dezembro 15, 2011

KAZUYO SEJIMA

“...arte contemporânea 
é como arquitetura contemporânea:
dialoga com alguns, 
mas não com todos.”

TRILHA SONORA


DUCHAMP PASSOU AQUI.... ANTES

Dezembro 08, 2011

SOREN KIERKEGAARD

“(...) se eu tivesse de pedir para que alguém
ponha uma inscrição sobre o meu túmulo,
eu não gostaria de nenhuma outra, a não ser esta:
‘Ele foi o Indivíduo’.
Se essa palavra não for compreendida no momento,
ela o será algum dia.”

TRILHA SONORA



 foi tão decepcionante assistir ao vídeo do geraldo vandré e ouvir o cantor de 76 anos  dizer que “protesto é coisa de quem não tem poder”. triste e verdadeiro. mas o poder muda de mãos, como soube mostrar a história contemporânea do nosso país. deu. ainda guardo três bolachões de vinil, mais os cds do nelson. a primeira fase do gaúcho foi muito inspiradora, como bucha para resistência aos podres poderes. na esteira vinha caetano, chico, gonzaguinha... assim formou-se a consciência estética e implicante minha. ou pulsão interior – pra ficar nos termos filosóficos. ontem, depois da meia-noite escutei no radio do carro, armadilha. pensei em jogar o carro contra o muro da secretaria do meio-ambiente. eita morte inútil. tb não mereço. agora é aguardar esse movimento que parece insurgir na cidade. tímido, mas vivo.

BLOGAR OU NÃO BLOGAR...

Parodiando Shakespeare: ... eis a questão. 
Tenho um blog -  como alguns já sabem. http://lauramertenpeixoto.blogspot.com/
Um blog que, diariamente ou não, estende um varal e sai dependurando as universalidades da nossa aldeia.
Você sabe que um blog é uma espécie de diário virtual, não é?
Então, muitas vezes as pessoas querem saber o que pretendo com o meu “diário” bisbilhotado por centena de acessos.
Querem saber do retorno financeiro ou político. Querem saber do lucro.

Em tempos  de consumismo, não passa  pela cabeça que posso querer apenas compartilhar a informação, as dúvidas e as críticas, porque nem tudo que acontece no quintal público é  participado ao cidadão, ao vizinho, à comadre.



É interessante observar: se os jornais e as emissoras de radio não divulgam um fato que muitos  presenciaram, ou poucos viram, parece que realmente aquilo não aconteceu. Ficou à margem, como se uma divagação insana, empírica, de alguém sem nada para fazer. Mas, mas, mas... Um blog vai mostrar o que  eu e você presenciamos longe de câmeras e microfones, e o que o leitor anônimo com seu celular e ipod também viu. Logo, tudo se transforma em pó na blogosfera.
O que seria do meu maior  interesse antes que me calem ou censurem de vez? A comunicação com o Outro.

Gosto de dividir angustias e  reflexões sobre o meio-ambiente e a prepotência; sobre estética da cidade e governantes e falcatruas; sobre arte e humor e a interferência no nosso cotidiano; sobre passado e futuro e a desesperança. Sobre alienação e fatalidades.
Se não o fizesse assim, os reflexos da solidão me aprisionariam à caverna cibernética que habito.

Sei que a maioria dos leitores se interessa pela aridez da crítica, pela indulgência das fofocas, pela insanidade da palavra.
Mas, entre uma coisa e outra sigo “filosofando” com anônimos e antônimos na cinta virtual da humanidade.

Ganhar dinheiro com um blog não está no meu códice, embora reconheça  que seria muito bom -  também não sou louca de atar em poste.  Só que, enquanto  a grana não borbulha pela tela do computador, vou me ocupando de arejar minhas idéias e dar o meu recado SEM ninguém atrás me financiando. Desculpe se é assim.

Esse colóquio invisível, quase fantasmagórico, tem me rendido alguns dissabores e outras tantas surpresas: emails de pessoas “poderosas” botando pressão para me silenciar através de processos. Ou emails de pessoas comuns, que ralam muito para pagar suas contas, e que se sentem amparadas quando nos identificamos  na mesma impotência contra um sistema que trapaceia ou pisa em cima.

É convivendo virtualmente com milhares que aumenta minha compreensão sobre o ser humano e sua capacidade de barbárie contra o Outro, o diferente, o que não cabe na compreensão mediana do Grupo que exclui, que não compreende como  e  porque não ganhar dinheiro com um blog, já que anda por aí incomodando tanto. E tantos.
Na verdade, descubro impressionada como os grandes e pequenos poderes se interligam para silenciar ou excluir todo aquele que não segue a acadêmica cartilha social.

Inclusive, os que se dizem amigos.

* Minha cronica nos jornais A Hora de Lajeado e Opinião, de Encantado.

Dezembro 03, 2011

PAULO LEMINSKI

ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silêncio
comigo 

ele veio
meio a esmo
praticamente 
não disse nada
e ficou por isso mesmo 

TULIPA RUIZ

MEMÓRIA E FUTURO


A maior tirana da minha vida é a memória.
De que adianta pensamentos lúcidos se a gente não tem como guardá-los?
Quando se precisa deles é como procurar a tesoura, os óculos ou uma das meias que se escondeu da outra e que estão perdidos no caos doméstico.
E é por isso estou sempre escrevendo o que penso. E se às vezes não é porque esqueci onde guardei a caneta e o bloquinho.
Todos nós sabemos que não dá para guardar tudo na memória, do contrário ficaríamos loucos. Todas as horas e os minutos de frustrações, raiva misturadas as alegrias e prazeres, tudinho sempre na ponta da língua ou da memória - impossível!
Mas por que, por que meu Sinhô, não consigo gravar o nome das pessoas? Não consigo lembrar de situações que vivi aos 9 ou aos 17 anos? Não consigo nem lembrar de lugares que visitei há dez anos?
É uma traição, é uma vingança, uma humilhação das minhas sinapses? É isso?
“Somos o que nos lembramos” – ou algo assim, sempre tem alguém lembrando o que somos a partir da nossa fome, da nossa leitura e agora do nosso passado.

Então sou uma barata e acho que deveria reler “Metamorfose” do Kafka, só para clarear as idéias. A minha memória também é surreal. Parece que vive de contornos embaciados. “Talvez estive lá.... talvez era eu... talvez conheça ela...” Tudo é talvez e eu sou uma barata tonta às voltas com os vazios existenciais.
A única coisa que a memória ainda não me atraiçoou é quanto ao aroma e ao paladar.  O que me torna uma pessoa muito chata para perfumes e temperos.
Viram? Dificilmente levo vantagem.
Então: é a nossa memória que conta  as histórias das nossas vidinhas. Cada um com a sua maleta pessoal de recordações. Até podemos dividir lembranças, mas assim como a nossa impressão digital, ela é única de cada um, porque a impressão vivida, mesmo em conjunto,  é exclusiva de cada um de nós. É única, pessoal e intransferível – feito senha. A memória é uma aquisição individual. Até o sangue, a pele, o pulmão você divide, mas não a memória. Não existe outra idêntica a sua.
Só que, juntos formamos grupos, comunidades e vamos atrás de objetivos afins: gostamos de pescar, de fazer trilha, de cozinhar, de ler poesia, de jogar carta e apostar. Então aposto que juntos formamos uma cidade e logo criamos uma identidade.

Então, qual a identidade aí em Arroio do Meio? Em Teutônia? Encantado?
Ora, Santa Clara do Sul não pode ser só a terra da Shirley.
Lajeado não pode ser só a terra das oportunidades imobiliárias.
E Cruzeiro do Sul não pode ser só a terra dos Azambujas.

As cidades têm memória, tem uma história a preservar, assim como uma aldeia indígena, uma comunidade quilombola ou uma prainha de pescador. São costumes, tradições e hábitos que dignificam o estofo cultural de geração para geração e formam a  memória coletiva, nos orgulhando ou não.

 Mas, do jeito que o progresso se arma de cimento e asfalto, do jeito que o estresse toma conta dos governos híbridos; do jeito que os líderes andam se deprimindo e insone por suas falcatruas, ó, vou dizer enquanto ainda me lembro, essas coisas todas contribuem para a perda da memória. Qualquer médico confirma os sintomas e as causas.

Cuidem-se, afinal é sabido que o coração implora aos nossos bilhões de neurônios que eles se lembrem onde cada um de nós deixou ou escondeu  a passividade, o conformismo e a responsabilidade pelas coisas que hoje estão acontecendo nas cidades.
E com cada um de nós.

* Minha crônica nos jornais A Hora do Vale, de Lajeado  e Opinião, de Encantado.

Novembro 28, 2011

EDITH PIAF


Não ... absolutamente nada ...
Não ... Não lamento nada
Nem o bem que eu fiz,
nem o mal - eu não me importo!
Não ... absolutamente nada ...
Não ... Não lamento nada
é pago, varrido, esquecido,
eu não me importo do passado!

TRILHA SONORA

BISTRÔ RURAL MENETRIER: GALÓPOLIS



Sabe quando você chega num lugar e a impressão que sente é de um cenário inspirador para passar o resto dos seus dias? Com as cores que você ama, as paisagens que emocionam e as pessoas que te inspiram? Pois é, nem trilha sonora falta. Este findi que passou, com o pretexto de um festival de  blues, chegamos na morada dos Menetrier, em Galópolis, ha dez quilômetros do centro de Caxias. 
Sempre querendo compartilhar os momentos, pensei em todos meus amigos íntimos que gostariam daquele cartão-postal. Não enchi uma mão. É poético, é rural e de muito bom-gosto. 

Na mata preservada, um palco. Sempre é hora de celebrar os amigos e as aventuras compartilhadas.  
A perder de vista  o pomar com pessegueiros, kiwi, pereiras, claro, as videiras, a horta, o lounge, a adega, os açudes. E dizer que tudo aquilo  não passou de um galinheiro e casa "mal-assombrada"...
Tudo transformado pelas mãos da Ju.

Que não tem paciência com os acomodados e faladeiros de plantão. Nada combina mais com a paisagem do que ela e sua energia para revelar as transformações da vida. Em sua própria vida e ao seu redor.
Colher e comer no pé feito café da manhã.
Como sobremesa depois do almoço.

Chegamos no final da tarde quente. 
Direto para o açude alimentar os lambaris 
e alimentar o nosso próprio espírito com uma champagne geladinha.

O antigo moinho de milho se transformou em adega 
e salão de eventos que pode reunir 100 pessoas. 
Ao lado, a velha baia virou um lounge rustico.
 No interior fresquinho, 
o  velho moinho serviu de palco de casamento 
e festa de 15 anos, com as 
grandes tinas de vinho se transformando em mesas.
Barricas menores viram bancadas mas também preservam 
o precioso vinho branco de Beto Menetrier.
 Vinho não à venda. Para sorte dos amigos e clientes do Bistrô Rural.
 Ju e uma referência aos antepassados do marido.
Silêncio e reflexões.
Conversas e risadas.
O nono e a mordomia.
Uma celebração à vida.
Descubra você também
o que te emociona
e o que te faz viver
com alma leve e em paz.