Guardachuvadelaura
maio 21, 2026
DIA DE RITA
Rita Lee nasceu em 31 de dezembro. Era capricorniana com ascendente em Aquário. O ascendente significa como os outros te veem. O dela tá certo, o meu tá errado.
Mas resolveu comemorar o seu
níver sempre no dia 22 de maio, dia de Santa Rita de Cassia. Essa santa tinha
uma “ferida” na testa que a Igreja chamou de estigma.
Tem tudo a ver com a
cantora estigmatizada pela pelas “famílias do bem”. Estigmatizada porque era
censurada, sofria preconceitos, defendia o aborto, a galera queer e vários
outras “feridas” consideradas pela sociedade.
Dizia ela “vivemos num país patafísico”. Ou seja, de soluções imaginárias, absurdas, irônicas... Até hoje, né? E só piorou...
Quando abriram os arquivos
dos anos 70/80, Rita se espantou: foi a
compositora mais censurada durante a ditadura, mais que o próprio Chico
Buarque.
A porreta do rock tem registradas 315 canções.
Marisa Monte, outra que
admiro, tem 164 canções autorais cadastradas.
Gilberto Gil registrou 780
músicas.
Roberto Carlos tem 676 canções.
Caetano Veloso tem 650 obras
e Chico Buarque acumulou 537 músicas ao longo de sua carreira até junho de
2024, quando completou 80 anos.
Tom Jobim compôs mais de
400 a 500 temas e canções, sendo um dos maiores compositores brasileiros,
muitas delas criadas em parceria com Vinicius de Moraes
Mas quem mais arrecada são os compositores sertanejos como Sorocaba e Bruno Caliman.
Sim, o mundo não é
justo, a gente sempre soube.
DATAS “COMEMORATIVAS”
12 de março – Oficializado o Dia Nacional em Memória das Vítimas da
Covid-19, no Brasil. A data se refere a primeira morte, em 2020, da diarista
Rosa Aparecida Urbano, entre os 700 mil que viriam a morrer. Herança para
sempre lembrada do governo negacionista de Bostonaro.
Quem sabe outras datas?
25 de janeiro: morte da médica Marcelle Porto Cangussu, primeiro corpo reconhecido no rompimento da barragem de Brumadinho. 271 pessoas soterradas em 2019.
8 de maio: dia para lembrar as vítimas que morreram sob tortura, durante a ditadura: a dona de casa Labile Abduch que protestava na Cinelândia, no Rio, ou o sargento Manoel Alves de Oliveira, ambos em 1964.
MEU NOME É AGNETA
(os franceses) “... Eles nunca pedem desculpa. Eles
fumam, comem mal, bebem muito, e não estão nem aí para o q os outros pensam.”
Agneta
“Mas por que algum deveria se importar com o que os outros pensam? As pessoas só se importam com eles mesmos. É só reparar, ninguém se importa.” Einar
O que dirão os franceses ao ouvir esse diálogo?
Je suis désolé...
Mais um filme de superação feminina, de reencontros. Divertido e com pitadas de emoção.
A atriz Eva Melander parece natural, sem maquiagens, “gente como a gente”.
É sobre “se amar”, se reconhecer desejável do jeito que se é e, sobretudo, não aceitar o que os outros querem que você seja.
Aqui no Brasil diríamos, como Rita Lee, phoda-se e vão tomar no cu: como, bebo, fumo e trepo com quem quiser e ninguém tem nada com isso. Menos em Lajeado, claro, até motorista de uber sai por aí inventando fofocas.
Baseado no romance de Emma Hamberg que vendeu 200 mil livros, só na Suécia.
No cinema, roteiro de Isabel Nylund e direção de Johanna Runevad.
ALTO ALEGRE X LAJEADO
As pessoas mandam fotos de cortes de arvores. A promotoria ão faz nada nem ninguém se reúne para impedir. Queria ver se fosse a morte de seis cachorros... Ou árvore não é um ser vivo? Ontem passei por uma das ruas do Americano, aqui perto da minha casa e vi a arvore decepada, na calçada. E ninguem se importa. Devia sujar a calçada, devia atrapalhar os fios.
Por falar nisso....
O Índice de Progresso Social revelou a qualidade de vida das cidades.
Aponta Lajeado entre as 600 melhores cidades do Brasil para
viver. Como os dados são fornecidos pela prefeitura, mandam o que querem... População de 96.879 criaturas. E tem a cara de
pau de dizer que estamos bem em áreas verdes urbanas, mas mal em emissões de
CO2 por habitante.
Entre as 20 cidades brasileiras, a única gaúcha que melhor se saiu foi Alto Alegre, na região do Alto da Serra do Botucaraí. Tem 1.600 moradores. Tem que lá conhecer.
CORRUPÇÃO EM ALTA
A deputada estadual Laura Sito (PT) protocolou, ontem, um
pedido de investigação no Ministério Público e no Tribunal de Contas sobre a
utilização de benefícios criados para a recuperação pós-enchentes de 2024 por
megaempreendimentos SEM RELAÇÃO com perdas decorrentes da tragédia climática.
Um edital destinou R$ 200 milhões do Fundo do Plano Rio Grande criado para dar apoio aos AFETADOS PELAS ENCHENTES, para o programa de subsídio de juros para grandes empreendimentos voltados ao turismo no RS.
Entre os contemplados, os resorts de luxo como Club Med Gramado e Kempinski Laje de Pedra, na Serra. (Li no O Sul21) E fica por isso mesmo?
É tudo tão desanimador... É tudo tão asqueroso. É na política, no futebol, nas igrejas e templos, na empresa que conserta eletrodomésticos, nas oficinas mecânicas.... Um lodo de corrupção, de tirar vantagem em cima da gente. Sanguessugas.


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