DO MEU BLOQUINHO
Sonhava que fizera da minha casa, uma galeria de arte, um sebo e um café. Eu não dava conta de atender, virar o lado B do vinil no toca-discos, as pessoas murmuravam aflitas, as mãos se tocavam, os joelhos se tocavam e eu pedia olhem para os quadros. Todos à venda. A torta era boa, o salgado era ruim. Elas queriam champagne e eu respondia Só brut. Ninguém tirou o celular da bolsa até que um tocou dentro de uma mochila. E acordei. Cinco horas da manhã, e o meu dna simiesco já abanava o rabo e eu me vi pulando de árvore em árvore. Da Vinci... Vida bem vivida são as curtas que não chegam a penar decepções e sofrimentos. Um bom sono é uma espécie de boa morte. E é libertadora.
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