agosto 27, 2026

ANTON TCHEKHOV


Cartum by  Fan Lintao

“Nada une tão fortemente as pessoas como o ódio.

Nem o amor, nem a amizade, nem a admiração.”

NEPAL


O planeta agoniza entre as queimadas, as avalanches, as enchentes, os terremotos, os tsunamis.  É sintonizar os telejornais que a gente leva um soco na cara: a humanidade em sofrimento. As maiores potências mundiais nada fizeram para minimizar o aquecimento global.

Não é de hoje – diz alguém entendido de tiktok.

Em 1931, as enchentes na China ao longo dos rios Yangtzé e Huai, mataram entre 2 e 4 milhões de pessoas.

Em 2004, um terremoto submarino (existe isso?) matou 227.000 pessoas em 14 países, no Oceano Indico.

Continuem a desmatar, a explorar e poluir o planeta. 

Não tem mais ponto de retorno. Phudeu geral. 

Enquanto um desses “acidentes naturais” não destruir a Casa Branca, o Kremlin ou a Cidade Proibida, continuaremos  espectadores da destruição na Terra, esse resíduo de almas, como escreveu James Joyce.

VACINA

"A varíola estava sempre presente, enchendo de cadáveres os pátios das igrejas, amedrontando constantemente aqueles a quem ainda não tinha atacado."  – Thomas Babington Maucalay, em "História da Inglaterra", 1848.

Edward Jenner (1749-1823) foi quem introduziu a vacina contra a varíola. Era médico do interior. E vaccinia, a varíola da vaca – daí o nome - se manifestava por pústulas nos ubres das vacas. As pessoas que ordenhavam contaminavam-se com facilidade – mas ficavam imunes à varíola humana! 

O fato chamou atenção do dr. Jenner que estudou o caso por 20 anos.

Dia 14 de maio de 1796, o médico inoculou um guri de 8 anos, James Phipps, com o líquido das pústulas de uma ordenadora. O piá logo se recuperou. Em 10 de julho, dr. Jenner inoculou uma pústula variolosa em James. Nada aconteceu. O guri estava imunizado contra a varíola.

E assim vacina passava a ser sinônimo de prevenção. Mas ainda beneficiaria só quem pudesse pagar por ela... Até a chegada da guerra franco-prussiana. 

A Prússia tornou a vacinação obrigatória para os soldados. Perdeu 297 soldados vitimados pela varíola.  A França perdeu para a doença 23 400 – não vacinados.

No Brasil, a doença seria erradicada somente nos anos 70, graças ao sanitarista e médico Oswaldo Cruz.

Mas duas potências preservaram a cultura do vírus como forma de arma de guerra, caso um ataque biológico: Rússia e Estados Unidos. Sempre os mesmos nos campos da Morte.

Agora existe a Varíola do Macaco... Sabe lá se não foram esses bostas?

Não fui no Google, mas no livro “A Paixão Transformada – história da medicina na literatura”, de Moacyr Scliar.

Disponível no Sebo da Garagem! Li de cabo a rabo...

Lembre-se que em 2027 comemora-se os 90 anos do nascimento do escritor.

 

GILMAR


 

PORTO ALEGRE

Photo by Ricardo Romanoff na Matinal News
 

 Previsão de reabertura do Theatro São Pedro -  em reformas desde março do ano passado - no próximo 26 de novembro.

Na programação, um concerto das cantoras Anaadi e Isa Souza com a Orquestra Jovem do TSP. Mais Adriana Calcanhotto e o musical “Piaf, Eu Não Me Arrependo”, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro. 


AH, CRUZ ALTA...


Vovó Eulina era funcionária dos Correios. Criou os filhos e mais os 5 sobrinhos órfãos.
Entre eles, meu avô João e o irmão Nestor, e suas irmãs.  Daicy, acabou professora e casou com um médico baiano. Quando o marido se ausentava, ela gostava de atender os desavisados assumindo a cadeira de doutor no consultório do marido. Ethelca casou com o dono do Hotel Espellet. Danada, dizia minha avó, ela gostava de desmentir quem escondia a idade. Lucília casou com um homem rico de Santana do Livramento. E João?  Inaugurou uma farmácia e fundou um cinema e um clube porque adorava bailes e carnaval.