VACINA
"A varíola estava sempre presente, enchendo de cadáveres
os pátios das igrejas, amedrontando constantemente aqueles a quem ainda não
tinha atacado." – Thomas Babington Maucalay, em "História da Inglaterra", 1848.
Edward Jenner (1749-1823) foi quem introduziu a vacina contra a varíola. Era médico do interior. E vaccinia, a varíola da vaca – daí o nome - se manifestava por pústulas nos ubres das vacas. As pessoas que ordenhavam contaminavam-se com facilidade – mas ficavam imunes à varíola humana!
O fato chamou atenção do dr. Jenner que estudou o caso por 20 anos.
Dia 14 de maio de 1796, o médico inoculou um guri de 8 anos, James Phipps, com o líquido das pústulas de uma ordenadora. O piá logo se recuperou. Em 10 de julho, dr. Jenner inoculou uma pústula variolosa em James. Nada aconteceu. O guri estava imunizado contra a varíola.
E assim vacina passava a ser sinônimo de prevenção. Mas ainda beneficiaria só quem pudesse pagar por ela... Até a chegada da guerra franco-prussiana.
A Prússia tornou a vacinação obrigatória para os soldados.
Perdeu 297 soldados vitimados pela varíola.
A França perdeu para a doença 23 400 – não vacinados.
No Brasil, a doença seria erradicada somente nos anos 70, graças
ao sanitarista e médico Oswaldo Cruz.
Mas duas potências preservaram a cultura do vírus como forma de arma de guerra, caso um ataque biológico: Rússia e Estados Unidos. Sempre os mesmos nos campos da Morte.
Agora existe a Varíola do Macaco... Sabe lá se não foram esses bostas?
Não fui no Google, mas no livro “A Paixão Transformada – história da medicina na literatura”, de Moacyr Scliar.
Disponível no Sebo da Garagem! Li de cabo a rabo...
Lembre-se que em 2027 comemora-se os 90 anos do nascimento do escritor.
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial