Guardachuvadelaura
setembro 10, 2026
PÁGINAS EM CONEXÃO
O Sebo da Garagem recebeu o grupo "Páginas em Conexão", grupo que lê o mesmo livro e depois desvenda, esmiuça, discute em um encontro presencial e outro online. O livro do mês escolhido pela maioria: "Água fresca para flores", de Valérie Perrin. As gurias mandam muito bem! Destrincharam o livro, coisa que nunca fiz.
DO MEU BLOQUINHO
Escrever, ler, pesquisar... sempre um refúgio. Ou uma fuga? Esses dias li que para muitos escritores, o momento mais difícil, depois do livro publicado, são os lançamentos que exigem a presença do escritor. “É constrangedor ver as pessoas saírem de casa para comprar teu livro no dia do lançamento.” Me vi concordando... Em cidade pequena, os leitores vão porque conhecem o autor ou autora, porque são parentes ou amigas. Vão para te dar uma força... Talvez nunca leiam as páginas do nosso livro. Mal folheiam. Mas há os que se armam de lápis na mão para assinalar os erros. Acho bem bom - Malvina foi corrigido por mais de vinte olhos e assim mesmo, conto alguns erros. Sinal que não foi por I.A. - socorreu alguém. O livro finalizado é distribuído à mídia, com sorte ganha um rodapé, uma matéria - se o editor vai com tua cara. Que ninguém se sinta ofendido, mas O (A) autor não precisa de lançamentos como se fosse a bolachinha mais vedete do pacote. A gente se dedicou ao trabalho de criar e pesquisar. E o livro é o resultado desse trabalho. Comprem nas livrarias, retirem das bibliotecas. Lançamento dos meus livros é um sofrimento, angústia, palpitações funestas. Por que não vejo ninguém fazer fila pra cumprimentar o instalador do chuveiro, o cara que assentou o azulejo, aquele que plantou árvores? Para que então cumprimentar quem escreveu um livro? Pronto, registrado. “Deixe seu ego na porta”, diz a plaquinha na entrada de um estúdio de gravações. Dias atrás, questionaram se eu seria lembrada pelos meus livros. Pensei no livro do colombiano Héctor Abad Faciolince, da minha idade: “Somos o esquecimento que seremos.”
MUJICA
Essa foto surrupiei da Matinal News, da Parêntese. É a primeira vez que vi Mujica jovem, aos 13 anos. Meu ídolo... Saudades.
CASA DOS QUE PARTIRAM
Ontem falávamos
sobre cemitérios. Algumas tem medo, outras quando crianças brincavam entre os
jazigos. Roubavam flores, pedriscos, trocavam vasos. Cemitério lúdico.
Esse da foto está localizado no interior de Casca. O Museu Luigi Pinzetta, na Linha Trinta, preservou uma casa italiana e seus arredores. É de uma família italiana que migrou para São Paulo. Vale a visita! Apenas 12 km da cidade. Abre de quinta à domingo. Ligue antes: (54) 99972-2877 ou (54) 99994-8932.
Penso que Pinzetta poderia escrever na entrada do cemitério,
a frase clássica:
"Aqui termina todo o orgulho, toda a arrogância e
toda a vaidade."
setembro 08, 2026
NOVO TARTUFO
Podre de rico, mas não declarou o que esconde no exterior... Auto-ajuda só para ele mesmo enriquecer. E tem quem acredite num cara sem proposta alguma! Propõe substituir servidores por I.A. Drones contra feminicídios. Influenciadores nas embaixadas brasileiras. Consultas online na saúde.
Da mesma laia de Temer, Kassab, Aécio Neves, Pastor Everaldo e Aldo Rebelo.
Vai "vender sonhos " para o próprio bolso. Um novo Collor? Um novo Padre Kelmon?
E tem quem acredite. Um personagem e tanto para Molière.1999
O meu entrevero com a arte e a cultura é tão antiga. Passou pelo teatro, artes plásticas, literatura, salões de humor, bistrô cultural, arte na praça... Inventar para poder respirar nessa sociedade acomodada e preconceituosa, com uma política voltada para ctgs e tradições alemãs. Ainda bem que a Univates rompeu o ciclo e construiu um belo teatro e biblioteca. E que eu vi em vida!











