setembro 28, 2026

RUY CASTRO


 

“Velhos hábitos desapareceram.

Desaprendemos, por exemplo, a aplaudir sentados.

Qualquer showzeco nota 3,

se aplaudido, é hoje aplaudido de pé.

Em breve, teremos de plantar bananeiras

para premiar uma performance 

verdadeiramente genial.”

SEBALDO & LAURA


- Como é todo teu nome, Sebaldo?

- Sou José Sebald, filho de 

Izidoro Hammes e Ana Maria Spagniol.

 

No dia 29 de janeiro de 2014, o fotógrafo Sebaldo morria. Mas o registro social e antropológico que produziu ao longo de meio século não morreu com ele.

Lembro que Fábio Gonçalves limpou o apê do Sebaldo:

- Nem os papeleiros quiseram o colchão e as roupas dele. – contou.

Um dia os sacos e caixas entulhadas de fotografias vieram parar aqui em casa. 

Fábio não sabia onde guardar.

Durante um bom tempo dei uma de arqueóloga fotográfica. Olhei tudo. Tudo, tudo.

Separei fotos comprometedoras. Sim, havia.



Separei fotos de amigos e conhecidos. Até foto minha... Manchada, rasgada.

Separei fotos de bandas, de festas, de moda, de religião.

E nas entrelinhas de suas imagens, uma Lajeado que não existe mais.

O maior patrimônio de uma cidade, de uma cultura, é a sua história. 

QUER CONFERIR ESSE PASSADO?

A convite de Karen Capoani, do Setor de Cultura e Eventos da Univates, realizo uma exposição das fotos de Sebaldo, de seus documentos e algumas collages sobre suas imagens, o que rendeu uma apresentação gentil do artista Alessandro Cenci.


A expô acontece no Saguão da Biblioteca até dia 15 de outubro.  
De segunda a sexta-feira: das 8 às 22h.  E sábados, até ao meio-dia.

 


 Lajeado nunca fez uma exposição das fotografias de Sebaldo. Essa é a primeira. Tomara que não seja a última. E lastimo que não fez em vida. Dou por conta do bullying de todos nós.


AH, O TEATRO...


Distantes anos aqueles de teatro amador – 1991, 92, 93...  no Rio Grande do Sul.

Lembro-me dos festivais, das etapas regionais e de quando os melhores grupos se encontravam em Erechim para uma grande final. 

Tempo de debates acirrados com diretores e atores gaúchos como jurados. Profissionais com mais experiência do que os amadores. Aprendemos a suportar críticas, calados. Em paralelo, oficinas de interpretação ou expressão corporal. Todos evoluíam.

Se não desanimavam, o pessoal voltava no ano seguinte mais intrépido.

Alguns grupos de teatro amador eram excelentes.

Recordo o Theatrum do Tambo dirigido por Ângela Gonzaga, um grupo de Taquara. Do pessoal de Passo Fundo e de Santa Maria que mais tarde se profissionalizaria. O grupo do professor Java, de Ijuí, um teatro escolar, com qualidade filosófica. Lembro o grupo de Santa Vitória do Palmar com um belo e triste espetáculo sobre a decadência do circo.

Foi no palco amador que assisti pela primeira vez uma montagem de Brecht: “Aquele que diz sim, aquele que diz não.”  Nem lembro o grupo ou a cidade, mas o espetáculo me impressionou e calou fundo.

 A nossa dúvida sempre pairava sobre o fio divisor entre amador e profissional: por que o amador não podia ter qualidade?  Alguns tinham.


Hoje penso que, talvez, o teatro amador se diferenciava por unir integrantes sem preparo técnico: escolares e profissionais de outras áreas que se reuniam uma vez por semana para ensaiar. Ninguém dependia do teatro para sobreviver. Era apenas um canal de expressão. Ou de desafogo, por que não? Ou por vaidade?

 Os primeiros lugares nos festivais da FETARGS cabiam àqueles cujos textos não vinham imbuídos de teor pedagógico. Teatro-escola era uma coisa. Teatro amador, outra. E isso a gente sabia diferenciar.

 


Em Lajeado, o grupo Baratas de Palco batalhou durante um bom tempo e participou de três festivais. E, através do Laboratório de Experimentações Teatrais criado em 1991, levou grupos de adolescentes e infantis para festivais em Guaíba e Machadinho. Na bagagem, sempre uma ou duas premiações para alívio nosso, que ensaiavamos todas as tardes de sabados.

 


Naquele mesmo ano o Baratas organizou a 1ª Mostra de Teatro Amador do Vale do Taquari, com apoio dos vereadores e uns caraminguás das empresas.  Reformamos o palco, o banheiro e o camarim do ginásio da Escola Fernandes Vieira. Vieram os oficineiros da Terreira da Tribo, um grupo de dialeto italiano de Serafina Correa com uma comédia non sense hilária, e outros.

 


No palco da mostra “nasceu” o grupo Elenku, de Arroio do Meio, antes de Marcelo  Aquino assumir a direção.

Importante assinalar que na época, muitos procuravam qualificação através de oficinas com atores e diretores de Porto Alegre. Assim Denize Barella, Paulo Guerra e Daniela Carmona vieram a Lajeado. Amir Haddad foi a Encantado. Ângela Gonzaga em Arroio do Meio. O SESC de Lajeado trouxe a Cia do Latão. Eu fui a São Paulo para uma oficina com Augusto Boal. Era o amadorismo buscando um pouco mais de competência.

 O que restou? Por que parou? – como diz o refrão do bis.

 Não sei - bocejo. Não consigo reunir nem três pessoas para fazer uma esquete teatral.

Ninguém quer ensaiar. Querem aparecer... Ego, essa merda.

ONDE ME INFORMO - 1


 

AHÃ...


 

ONDE ME INFORMO - 2


 

VAI VOTAR NA NETA DELE?


 

ONDE ME INFORMO - 3


 

CARTUM BÓLIGAN


 

ONDE ME INFORMO - 4


 

TÁ DIFICIL ESCOLHER?


 Quero ver o que Lajeado vai escolher. 

Armas, com certeza!  

setembro 23, 2026

STEPHEN HAWKING *


Por que estamos tão preocupados com a inteligência artificial?

Sem dúvida o ser humano sempre será capaz de apertar o botão de desligar...

“Deus existe?”, perguntaram as pessoas a um computador.

“Agora existe”, respondeu o computador, e derreteu o botão de desligar.


* In “Breves Respostas Para Grandes Questões”, novo, disponível no Sebo da Garagem, por 35 paus!  Na editora: 59,90...

Recomendo!

CRÔNICA: ANDREIA (PITA) RABAIOLLI


 NÃO LARGA A MARTA!

Conversas de consultório na varanda...  Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra, diria Rita Lee para aquelas que já passaram da fase protocolar da TPM, nasce a MPT, ou a Memória Perdida de Todas, compartilhada entre risadas e “nem lembro”.

Mães, filhas, avós, professoras, políticas se reúnem, e trocam a “persona” pela pessoa. Se despem, falam em terapia, filhos, profissão, matrimônio, gozo e saúde. Em noite de início de primavera, um bebê vem ao mundo na Holanda; a avó se emociona em Lajeado. Um acalanto.

Entre rizomas e deboches, entre Foucault e uma garrafa de vinho, há muito mais da filosofia: há o cotidiano da amizade. Cultivado dia a dia.

Marta é o fio condutor da noite. Ah, a Marta, essa psicanalista segura as pontas das amigas. 

O título dessa crônica inicia pelo conselho: “Não larga a Marta!”. 

Uma garantia para continuar o tratamento? Loucuragens se cura pela conversa.

Mas o “tratamento” está ali entre elas, ajudando a construir a cura.

Esquecerão os motivos do riso.

Lembrarão o sentimento 

É inerente.

Coisas que o Claude não pode fazer.

Uma noite para perder o controle e manter a nossa amizade.

Deixar a brisa entrar e lembrar mansamente: o mais íntimo é estar. Nada lubrifica mais a amizade do que compartilhar - nem Lubrisa. 

Da noite nos despedimos, lembraremos que não lembramos.

E lembrar assim também é alma. É a insônia de Macabéa.

 

ARMANDINHO


 

MATINAL NEWS


DO MEU BLOQUINHO

As civilizações... Olhei para ele e perguntei: 

- Um motivo para votar no Flavio. Um só.

Não soube dizer. Teria que perguntar para a I.A. que, se honesta, responderia:

Continuidade do bolsonarismo:

(716 mil mortes por Covid e a falcatrua da cloroquina)

(Circulava sem máscara, desprezava a gravidade da doença, zombava de quem tentava respirar e não conseguia devido ao vírus)

(O “passar a boiada” de Ricardo Salles e o expressivo desmatamento no país)

(A extinção de direitos trabalhistas)

(O decreto das armas. O povo voltou a se armar)

(A volta da fome: as pessoas faziam fila em açougues e mercados, por carcaças e ossos descartados)

(Acabou com as demarcações de terras indígenas e enfraqueceu a Funai.)

Defesa da pauta econômica e segurança pública

Atuação legislativa.

Olhei para ele:

- O cara não fez nada no Senado. Foi um bosta.

Nunca mais me procurou. 

A civilização no Vale do Taquari é uma treta só. 

Daqui nada herdaremos a não ser estátuas e pontes superfaturadas. E a invasão dos edificios em áreas residenciais.

Mas eis que da Mesopotâmia herdamos a expressão “Olho por olho, dente por dente.” Dos babilônios, a astrologia. Do Egito ganhamos o calendário e o papiro, de onde veio o papel e o livro.  E por isso a gente lê. E escreve.

 

 

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ

Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas? 
Nos livros estão nomes de reis; 
Os reis carregaram as pedras?

 A torre pelo jesuíta e inventor alemão Athanasius Kircher

E Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem a reconstruía sempre?

Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?

No dia em que a Muralha da China ficou pronta,
para onde foram os pedreiros?


Bizâncio

A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo:
Quem os erigiu?

Quem eram aqueles que foram vencidos pelos césares?

Bizâncio, tão famosa, tinha somente palácios 

para seus moradores?

Na legendária Atlântida, quando o mar a engoliu,

os afogados continuaram a dar ordens a seus escravos?


O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?


César ocupou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro?

Felipe da Espanha chorou quando sua armada naufragou.

Foi o único a chorar?

Batalha de Zorndorf pelo pintor alemão, Carl Röchling

Frederico 2º venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem partilhou da vitória?

A cada página uma vitória.


Quem preparava os banquetes?
A cada dez anos um grande homem.


Quem pagava as despesas?


Tantas histórias,
Tantas questões.

Berthold Brecht

70 anos de sua morte

e novas questões continuam surgindo...

setembro 15, 2026

DONA CONSUELO...


 “Eu até posso ficar sabendo, mas o que entra
 por esses olhos e por estes ouvidos, 
morre antes de chegar à boca.”

 

... em “Camilo Mortágua”, de Josué Guimarães.

POR QUE NÃO ENFIAM NO RABO?

As bandeirolas – wind banners - políticas massacrando os canteiros de Lajeado. Em várias delas, o candidato com mais grana é o que mais polui.  Aquele pomposo escalador do Himalaia que nunca escalou o Santo Antônio ou o Morro 25 - o queridinho da mídia.  Vejo um outro que empregou o rato puxa saco envolvido em corrupção, mesmo sendo de partido opositor. O lamaçal muda de nome, mas continua o mesmo. Ai, que preguiça dessa gente, né dona Tomaza?

 

DO MEU BLOQUINHO


 A luz do quarto era como um holofote a iluminar Elvira Vigna. Minhas mãos seguravam o livro emprestado, em ambos lados das capas. Senti coceira no dorso da mão direita. Olhei e enxerguei minha velhice. Mãos idosas.  Enrugadas e com várias pintas. Algumas de mais tempo, a grande maioria, novas. No dia a dia eu nem havia percebido ao usar talher, escova de cabelo ou tesoura.  Com o holofote no quarto, me assustei. Eram as mãos de minha vó? Não, as minhas. Ainda bem que tatuei meu signo no dedo, aquele que manda alguém tomar no cu. Mãos de velha, talvez engane, o passado transgressor. Falácia, eu sei, mas precisava desse lenitivo...

FRANCISCO

A Catedral Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, construída entre 1921 e 1972, exibe na sua parte externa a escultura de um rosto cujo nome era, até pouco tempo atrás, desconhecido.

É o rosto de Francisco (Cogogn Topp) da etnia Xokleng - massacrada pelos brancos -  que inspirou oito carrancas indígenas esculpidas pelo arquiteto André Arjonas e acopladas à Catedral.

 

Essa descoberta cabe à pesquisadora Vanessa Gomes de Campos, historiadora e arquivista da Arquidiocese.

Vi na Matinal News! 

Leia na íntegra:  https://sul21.com.br/noticias/cultura/2026/09/de-quem-e-o-rosto-por-tras-das-carrancas-da-catedral-metropolitana-de-porto-alegre/


OU SERÁ QUE TINHA?


 

DA COMPREENSÃO DE POUCOS


 

setembro 10, 2026

OSCAR WILDE

Photo by Kin Viana

 "Estamos todos na sarjeta, 

mas alguns de nós estão olhando para as estrelas."

PÁGINAS EM CONEXÃO


 O Sebo da Garagem recebeu o grupo "Páginas em Conexão", grupo que lê o mesmo livro e depois desvenda, esmiuça, discute em um encontro presencial e outro online.  O livro do mês escolhido pela maioria: "Água fresca para flores", de Valérie Perrin. As gurias mandam muito bem! Destrincharam o livro, coisa que nunca fiz.

DO MEU BLOQUINHO


Escrever, ler, pesquisar... sempre um refúgio. Ou uma fuga?  Esses dias li que para muitos escritores, o momento mais difícil, depois do livro publicado, são os lançamentos que exigem a presença do escritor. “É constrangedor ver as pessoas saírem de casa para comprar teu livro no dia do lançamento.” Me vi concordando... Em cidade pequena, os leitores vão porque conhecem o autor ou autora, porque são parentes ou amigas. Vão para te dar uma força... Talvez nunca leiam as páginas do nosso livro. Mal folheiam.  Mas há os que se armam de lápis na mão para assinalar os erros. Acho bem bom - Malvina foi corrigido por mais de vinte olhos e assim mesmo, conto alguns erros. Sinal que não foi por I.A. - socorreu alguém. O livro finalizado é distribuído à mídia, com sorte ganha um rodapé, uma matéria - se o editor vai com tua cara.  Que ninguém se sinta ofendido, mas O (A) autor não precisa de lançamentos como se fosse a bolachinha mais vedete do pacote.  A gente se dedicou ao trabalho de criar e pesquisar. E o livro é o resultado desse trabalho.  Comprem nas livrarias, retirem das bibliotecas. Lançamento dos meus livros é um sofrimento, angústia, palpitações funestas. Por que não vejo ninguém fazer fila pra cumprimentar o instalador do chuveiro, o cara que assentou o azulejo, aquele que plantou árvores? Para que então cumprimentar quem escreveu um livro? Pronto, registrado.  “Deixe seu ego na porta”, diz a plaquinha na entrada de um estúdio de gravações. Dias atrás, questionaram se eu seria lembrada pelos meus livros. Pensei no livro do colombiano Héctor Abad Faciolince, da minha idade: “Somos o esquecimento que seremos.”

NERO MENDONÇA


Nero ainda vai botar fogo no circo...
 

ENCANTADO, HEIN?



 

MUJICA


Essa foto surrupiei da Matinal News, da Parêntese. É a primeira vez que vi Mujica jovem, aos 13 anos. Meu ídolo... Saudades. 
Francis Bacon escreveu que ídolo tem conotação falsa, que bloqueia a nossa percepção.  Mas, depois de assistir o filme "Uma noite de doze anos", mais idolatrei Mujica. Ídolos inspiram.  Agora tu imagina alguém  venerar qualquer dos bostonaros da vida...

Pedalando e pensando, o ex-presidente do Uruguai "descobriu que temos que brigar pelos sonhos para que sejam menos sonhos e mais realidade."
 
Ainda acrescentou a frase tão conhecida: "O poder não muda as pessoas, só revela o que verdadeiramente são." - dizem que é de Abraham Lincoln. Outros, provérbio popular. 
Cabe tão bem à Mujica!

CASA DOS QUE PARTIRAM

 Em 2018 estivemos em Évora e visitamos a impressionante Capela dos Ossos. Na entrada, li:

 "Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos."

 A finitude sempre é uma incógnita.  Por que viemos e de uma hora pra outra, partimos?

Ontem falávamos sobre cemitérios. Algumas tem medo, outras quando crianças brincavam entre os jazigos. Roubavam flores, pedriscos, trocavam vasos. Cemitério lúdico.

Esse da foto está localizado no interior de Casca. O Museu Luigi Pinzetta, na Linha Trinta, preservou uma casa italiana e seus arredores. É de uma família italiana que migrou para São Paulo. Vale a visita! Apenas 12 km da cidade. Abre de quinta à domingo. Ligue antes: (54) 99972-2877 ou (54) 99994-8932.

Penso que Pinzetta poderia escrever na entrada do cemitério, a frase clássica:

"Aqui termina todo o orgulho, toda a arrogância e toda a vaidade."

 

setembro 08, 2026

SOBRE TARTUFO

Gilmar
 

"A maior arma do Tartufo 

é usar a virtude alheia 

como capa para os seus próprios vícios."

CASCA


 Esse cemiterio faz parte do Museu Luigi Pinzetta, em Casca, RS. Vale a visita!  Quando vi esse arco de pedra, pensei que poderiam poderiam ter escrito:


"Aqui acabam as vaidades humanas."

NOVO TARTUFO


 Podre de rico, mas não declarou o que esconde no exterior... Auto-ajuda só para ele mesmo enriquecer.  E tem quem acredite num cara sem proposta alguma! Propõe substituir servidores por I.A.  Drones contra feminicídios. Influenciadores nas embaixadas brasileiras. Consultas online na saúde.

Da mesma laia de Temer, Kassab, Aécio Neves, Pastor Everaldo e Aldo Rebelo.

Vai "vender sonhos " para o próprio bolso. Um novo Collor? Um novo Padre Kelmon?

E tem quem acredite. Um personagem e tanto para Molière.