outubro 01, 2026

DOSTOIÉVSKY


 “Eu acho que as almas mais bonitas são aquelas que permanecem gentis depois de tudo que sobreviveram. Elas têm todos os motivos para se tornarem frias, mas ainda escolhem a bondade, ainda escolhem o amor, ainda acreditam que as pessoas podem ser melhores.”

BETI

 

Gosto tanto dessa foto da Beti Heemann, Miss Rio Grande do Sul 1970.

Um honroso 4º lugar no Miss Brasil e Miss Internacional no ano seguinte.

O que era Lajeado de 57 mil habitantes, naquele ano? 

Não existia para o país, muito menos para o mundo.

A partir desse Miss RS, a cidade passou a existir no "mapa"...

Maria Bernadete Heemann merecia nomear um parque. 

Mas em Lajeado o machismo impera, como todos vocês sabem.

Mesmo assim, por indicação do jornalista e ex-vereador Deolí, uma mísera praça recebeu seu nome. Nem placa tem lá. Aliás, procurei e não achei.

- No bairro em direção a Arroio do Meio.

Não achei.

 

EU TAMBÉM


 BOA ELEIÇÃO 
PARA TODOS LEITORES!

OLIVEIRA , COITADA...


 Gente rica só pensa no próprio umbigo... 

Adivinha onde foi parar a galhada dessa poda fora de época? 

Sim, em frente à pracinha do bairro Americano.

É por essas atitudes que não voto na direita da cidade. Se bem que aqui mdb e pp andam comungados. Um tapando o furo do outro...

DO MEU BLOQUINHO

“Mesmo em circunstâncias difíceis da vida, ainda é vida.” Não sei quem disse isso, mas acabei de reler a biografia de Leila Diniz. Graças a ela, num feriado quente de 78 não escondi meu barrigão na areia de Garopaba. João nasceu em novembro - por coincidência espiritual - é onde mora há uns bons 15 ou mais anos. Mas Leila... Nasceu em 25 de março de 1945. Cresceu moleca, brincalhona, alegre apesar de ser criada por várias mães. A verdadeira descobriu aos 10 anos – Ernestina, internada num sanatório para tuberculosos, desde que o ano em que ela nasceu. O pai, comunista, casou outra vez, e Leila e seus dois irmãos foram morar com ele. Aos 12 começa a fazer terapia... Tem muita coisa pra contar. Quem se interessar compra a bio por 10 reais no meu Sebo. - Por que só 10? - Pegou um pouco de chuva, ficou úmida, as páginas deformaram levemente. Enquanto eu relia a bio, lembrava de duas mulheres de Lajeado que se encaixariam - um pouco - no perfil da Leila. A galera massacrava: piranha, drogada, louca. Uma morreu cedo, outra virou bolsonarista. Dia 14 de junho de 1972, Leila morre num acidente de avião, na Índia. Viveu apenas 27 anos - mesma idade de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Amy Winehouse... Deixou uma filha, Janaína, de apenas sete meses, órfã. Marieta Severo e Chico Buarque a criaram e mais tarde, o pai, o diretor Ruy Guerra, de Os cafajestes.  Hoje Janaína também é cineasta e roteirista e protege a memória da mãe que tanto escandalizou os milicos e a família brasileira. Sou muito grata à Leila Diniz, que viveu dias difíceis por ser autêntica, sem papas na língua, mas não deixou de viver como boa ariana: corajosa, com iniciativa, sincera, impulsiva e leal ao seu pensamento. Quem diria que quase 60 anos depois, o Brasil votaria em um representante pátria, família e Deus? Num retrocesso impressionante?

 


FLAVOCARO

 Vorcaro botou 83 milhões na Globo e 26 milhões no bolso do Luciano Huck. A Polícia Federal iniciou uma investigação, depois que o apresentador bobo-alegre indicou uma plataforma fascista para o povo escolher seu candidato.

Todos investidores do imenso laranjal de Lajeado votam à favor dos amigos de Flavéco.

Eu podia escrever tanta coisa....



 

SHAKESPEARE

“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar o rei do espaço infinito, a não ser pelos meus sonhos ruins.” Hamlet conversa com  os amigos Rosencrantz e Guilderstern.

A mente da gente viaja... Mas a angústia e a culpa podem transformar essa viagem em uma prisão. Significa mais ou menos isso que o príncipe da Dinamarca quis dizer.  Ainda guardo muitos livros na minha biblioteca, para inspiração e releituras importantes. O desapego foi grande e doloroso ao criar o Sebo na Garagem, mas de alguns não consegui me separar.

 

LEIO NA MATINAL NEWS...

 


... MAS PENSO EM LAJEADO!

Ministério Público orienta atingidos pela enchente após condenação da prefeitura por omissão

Na última sexta-feira (25), a prefeitura de Porto Alegre foi condenada a pagar R$ 50 milhões em danos coletivos e individuais a moradores de 19 bairros, por omissão durante a enchente de 2024. 

Em entrevista à GZH, o promotor de Justiça Cláudio Ari Pinheiro de Mello deu orientações aos porto-alegrenses sobre o que deve ser feito em casos de necessidade de reparação: moradores, profissionais e empresários das regiões atingidas devem buscar e preservar a documentação que servirá de prova no futuro, quando a sentença for cumprida. 

O processo contra o município ainda vai, segundo o promotor, passar por fase de recursos.

 

É ISSO QUE VOCÊ QUER?


Vai lá patriotário!   

 

INTELIGÊNCIA BOVINA

 

De pregador      à            pegador:
Flavio Vorconaro



setembro 28, 2026

RUY CASTRO


 

“Velhos hábitos desapareceram.

Desaprendemos, por exemplo, a aplaudir sentados.

Qualquer showzeco nota 3,

se aplaudido, é hoje aplaudido de pé.

Em breve, teremos de plantar bananeiras

para premiar uma performance 

verdadeiramente genial.”

SEBALDO & LAURA


- Como é todo teu nome, Sebaldo?

- Sou José Sebald, filho de 

Izidoro Hammes e Ana Maria Spagniol.

 

No dia 29 de janeiro de 2014, o fotógrafo Sebaldo morria. Mas o registro social e antropológico que produziu ao longo de meio século não morreu com ele.

Lembro que Fábio Gonçalves limpou o apê do Sebaldo:

- Nem os papeleiros quiseram o colchão e as roupas dele. – contou.

Um dia os sacos e caixas entulhadas de fotografias vieram parar aqui em casa. 

Fábio não sabia onde guardar.

Durante um bom tempo dei uma de arqueóloga fotográfica. Olhei tudo. Tudo, tudo.

Separei fotos comprometedoras. Sim, havia.



Separei fotos de amigos e conhecidos. Até foto minha... Manchada, rasgada.

Separei fotos de bandas, de festas, de moda, de religião.

E nas entrelinhas de suas imagens, uma Lajeado que não existe mais.

O maior patrimônio de uma cidade, de uma cultura, é a sua história. 

QUER CONFERIR ESSE PASSADO?

A convite de Karen Capoani, do Setor de Cultura e Eventos da Univates, realizo uma exposição das fotos de Sebaldo, de seus documentos e algumas collages sobre suas imagens, o que rendeu uma apresentação gentil do artista Alessandro Cenci.


A expô acontece no Saguão da Biblioteca até dia 15 de outubro.  
De segunda a sexta-feira: das 8 às 22h.  E sábados, até ao meio-dia.

 


 Lajeado nunca fez uma exposição das fotografias de Sebaldo. Essa é a primeira. Tomara que não seja a última. E lastimo que não fez em vida. Dou por conta do bullying de todos nós.


AH, O TEATRO...


Distantes anos aqueles de teatro amador – 1991, 92, 93...  no Rio Grande do Sul.

Lembro-me dos festivais, das etapas regionais e de quando os melhores grupos se encontravam em Erechim para uma grande final. 

Tempo de debates acirrados com diretores e atores gaúchos como jurados. Profissionais com mais experiência do que os amadores. Aprendemos a suportar críticas, calados. Em paralelo, oficinas de interpretação ou expressão corporal. Todos evoluíam.

Se não desanimavam, o pessoal voltava no ano seguinte mais intrépido.

Alguns grupos de teatro amador eram excelentes.

Recordo o Theatrum do Tambo dirigido por Ângela Gonzaga, um grupo de Taquara. Do pessoal de Passo Fundo e de Santa Maria que mais tarde se profissionalizaria. O grupo do professor Java, de Ijuí, um teatro escolar, com qualidade filosófica. Lembro o grupo de Santa Vitória do Palmar com um belo e triste espetáculo sobre a decadência do circo.

Foi no palco amador que assisti pela primeira vez uma montagem de Brecht: “Aquele que diz sim, aquele que diz não.”  Nem lembro o grupo ou a cidade, mas o espetáculo me impressionou e calou fundo.

 A nossa dúvida sempre pairava sobre o fio divisor entre amador e profissional: por que o amador não podia ter qualidade?  Alguns tinham.


Hoje penso que, talvez, o teatro amador se diferenciava por unir integrantes sem preparo técnico: escolares e profissionais de outras áreas que se reuniam uma vez por semana para ensaiar. Ninguém dependia do teatro para sobreviver. Era apenas um canal de expressão. Ou de desafogo, por que não? Ou por vaidade?

 Os primeiros lugares nos festivais da FETARGS cabiam àqueles cujos textos não vinham imbuídos de teor pedagógico. Teatro-escola era uma coisa. Teatro amador, outra. E isso a gente sabia diferenciar.

 


Em Lajeado, o grupo Baratas de Palco batalhou durante um bom tempo e participou de três festivais. E, através do Laboratório de Experimentações Teatrais criado em 1991, levou grupos de adolescentes e infantis para festivais em Guaíba e Machadinho. Na bagagem, sempre uma ou duas premiações para alívio nosso, que ensaiavamos todas as tardes de sabados.

 


Naquele mesmo ano o Baratas organizou a 1ª Mostra de Teatro Amador do Vale do Taquari, com apoio dos vereadores e uns caraminguás das empresas.  Reformamos o palco, o banheiro e o camarim do ginásio da Escola Fernandes Vieira. Vieram os oficineiros da Terreira da Tribo, um grupo de dialeto italiano de Serafina Correa com uma comédia non sense hilária, e outros.

 


No palco da mostra “nasceu” o grupo Elenku, de Arroio do Meio, antes de Marcelo  Aquino assumir a direção.

Importante assinalar que na época, muitos procuravam qualificação através de oficinas com atores e diretores de Porto Alegre. Assim Denize Barella, Paulo Guerra e Daniela Carmona vieram a Lajeado. Amir Haddad foi a Encantado. Ângela Gonzaga em Arroio do Meio. O SESC de Lajeado trouxe a Cia do Latão. Eu fui a São Paulo para uma oficina com Augusto Boal. Era o amadorismo buscando um pouco mais de competência.

 O que restou? Por que parou? – como diz o refrão do bis.

 Não sei - bocejo. Não consigo reunir nem três pessoas para fazer uma esquete teatral.

Ninguém quer ensaiar. Querem aparecer... Ego, essa merda.

ONDE ME INFORMO - 1


 

AHÃ...


 

ONDE ME INFORMO - 2


 

VAI VOTAR NA NETA DELE?


 

ONDE ME INFORMO - 3


 

CARTUM BÓLIGAN


 

ONDE ME INFORMO - 4


 

TÁ DIFICIL ESCOLHER?


 Quero ver o que Lajeado vai escolher. 

Armas, com certeza!  

setembro 23, 2026

STEPHEN HAWKING *


Por que estamos tão preocupados com a inteligência artificial?

Sem dúvida o ser humano sempre será capaz de apertar o botão de desligar...

“Deus existe?”, perguntaram as pessoas a um computador.

“Agora existe”, respondeu o computador, e derreteu o botão de desligar.


* In “Breves Respostas Para Grandes Questões”, novo, disponível no Sebo da Garagem, por 35 paus!  Na editora: 59,90...

Recomendo!

CRÔNICA: ANDREIA (PITA) RABAIOLLI


 NÃO LARGA A MARTA!

Conversas de consultório na varanda...  Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra, diria Rita Lee para aquelas que já passaram da fase protocolar da TPM, nasce a MPT, ou a Memória Perdida de Todas, compartilhada entre risadas e “nem lembro”.

Mães, filhas, avós, professoras, políticas se reúnem, e trocam a “persona” pela pessoa. Se despem, falam em terapia, filhos, profissão, matrimônio, gozo e saúde. Em noite de início de primavera, um bebê vem ao mundo na Holanda; a avó se emociona em Lajeado. Um acalanto.

Entre rizomas e deboches, entre Foucault e uma garrafa de vinho, há muito mais da filosofia: há o cotidiano da amizade. Cultivado dia a dia.

Marta é o fio condutor da noite. Ah, a Marta, essa psicanalista segura as pontas das amigas. 

O título dessa crônica inicia pelo conselho: “Não larga a Marta!”. 

Uma garantia para continuar o tratamento? Loucuragens se cura pela conversa.

Mas o “tratamento” está ali entre elas, ajudando a construir a cura.

Esquecerão os motivos do riso.

Lembrarão o sentimento 

É inerente.

Coisas que o Claude não pode fazer.

Uma noite para perder o controle e manter a nossa amizade.

Deixar a brisa entrar e lembrar mansamente: o mais íntimo é estar. Nada lubrifica mais a amizade do que compartilhar - nem Lubrisa. 

Da noite nos despedimos, lembraremos que não lembramos.

E lembrar assim também é alma. É a insônia de Macabéa.

 

ARMANDINHO


 

MATINAL NEWS


DO MEU BLOQUINHO

As civilizações... Olhei para ele e perguntei: 

- Um motivo para votar no Flavio. Um só.

Não soube dizer. Teria que perguntar para a I.A. que, se honesta, responderia:

Continuidade do bolsonarismo:

(716 mil mortes por Covid e a falcatrua da cloroquina)

(Circulava sem máscara, desprezava a gravidade da doença, zombava de quem tentava respirar e não conseguia devido ao vírus)

(O “passar a boiada” de Ricardo Salles e o expressivo desmatamento no país)

(A extinção de direitos trabalhistas)

(O decreto das armas. O povo voltou a se armar)

(A volta da fome: as pessoas faziam fila em açougues e mercados, por carcaças e ossos descartados)

(Acabou com as demarcações de terras indígenas e enfraqueceu a Funai.)

Defesa da pauta econômica e segurança pública

Atuação legislativa.

Olhei para ele:

- O cara não fez nada no Senado. Foi um bosta.

Nunca mais me procurou. 

A civilização no Vale do Taquari é uma treta só. 

Daqui nada herdaremos a não ser estátuas e pontes superfaturadas. E a invasão dos edificios em áreas residenciais.

Mas eis que da Mesopotâmia herdamos a expressão “Olho por olho, dente por dente.” Dos babilônios, a astrologia. Do Egito ganhamos o calendário e o papiro, de onde veio o papel e o livro.  E por isso a gente lê. E escreve.

 

 

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ

Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas? 
Nos livros estão nomes de reis; 
Os reis carregaram as pedras?

 A torre pelo jesuíta e inventor alemão Athanasius Kircher

E Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem a reconstruía sempre?

Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?

No dia em que a Muralha da China ficou pronta,
para onde foram os pedreiros?


Bizâncio

A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo:
Quem os erigiu?

Quem eram aqueles que foram vencidos pelos césares?

Bizâncio, tão famosa, tinha somente palácios 

para seus moradores?

Na legendária Atlântida, quando o mar a engoliu,

os afogados continuaram a dar ordens a seus escravos?


O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?


César ocupou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro?

Felipe da Espanha chorou quando sua armada naufragou.

Foi o único a chorar?

Batalha de Zorndorf pelo pintor alemão, Carl Röchling

Frederico 2º venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem partilhou da vitória?

A cada página uma vitória.


Quem preparava os banquetes?
A cada dez anos um grande homem.


Quem pagava as despesas?


Tantas histórias,
Tantas questões.

Berthold Brecht

70 anos de sua morte

e novas questões continuam surgindo...

setembro 15, 2026

DONA CONSUELO...


 “Eu até posso ficar sabendo, mas o que entra
 por esses olhos e por estes ouvidos, 
morre antes de chegar à boca.”

 

... em “Camilo Mortágua”, de Josué Guimarães.

POR QUE NÃO ENFIAM NO RABO?

As bandeirolas – wind banners - políticas massacrando os canteiros de Lajeado. Em várias delas, o candidato com mais grana é o que mais polui.  Aquele pomposo escalador do Himalaia que nunca escalou o Santo Antônio ou o Morro 25 - o queridinho da mídia.  Vejo um outro que empregou o rato puxa saco envolvido em corrupção, mesmo sendo de partido opositor. O lamaçal muda de nome, mas continua o mesmo. Ai, que preguiça dessa gente, né dona Tomaza?

 

DO MEU BLOQUINHO


 A luz do quarto era como um holofote a iluminar Elvira Vigna. Minhas mãos seguravam o livro emprestado, em ambos lados das capas. Senti coceira no dorso da mão direita. Olhei e enxerguei minha velhice. Mãos idosas.  Enrugadas e com várias pintas. Algumas de mais tempo, a grande maioria, novas. No dia a dia eu nem havia percebido ao usar talher, escova de cabelo ou tesoura.  Com o holofote no quarto, me assustei. Eram as mãos de minha vó? Não, as minhas. Ainda bem que tatuei meu signo no dedo, aquele que manda alguém tomar no cu. Mãos de velha, talvez engane, o passado transgressor. Falácia, eu sei, mas precisava desse lenitivo...

FRANCISCO

A Catedral Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, construída entre 1921 e 1972, exibe na sua parte externa a escultura de um rosto cujo nome era, até pouco tempo atrás, desconhecido.

É o rosto de Francisco (Cogogn Topp) da etnia Xokleng - massacrada pelos brancos -  que inspirou oito carrancas indígenas esculpidas pelo arquiteto André Arjonas e acopladas à Catedral.

 

Essa descoberta cabe à pesquisadora Vanessa Gomes de Campos, historiadora e arquivista da Arquidiocese.

Vi na Matinal News! 

Leia na íntegra:  https://sul21.com.br/noticias/cultura/2026/09/de-quem-e-o-rosto-por-tras-das-carrancas-da-catedral-metropolitana-de-porto-alegre/