Guardachuvadelaura
setembro 01, 2026
A QUEM INTERESSAR POSSA
Sempre me questionei como uma professora de Artes Culinárias
e um Contador honesto - é preciso salientar isso - com 4 filhos para
criar conseguiram adquirir um terreno no “distante centro” de Lajeado?
Comprar um terreno é antes de tudo uma tentativa de fincar
raízes na própria história de vida.
No bairro Americano, naqueles anos 70, havia apenas a casa
do Opa Theobaldo Eggers na esquina da rua Duque de Caxias com a rua Paulo Born.
E para meus pais havia a promessa de um empréstimo do BNH a ser pago durante 25
anos - quase uma vida inteira suspensa pelo fio da dívida. Como conseguiram
prover nossos estudos, botar comida na mesa e honrar o compromisso bancário?
Demorou tanto nossa construção que as pessoas foram se
arranjando ao redor e fatiando a Mata Atlântica que existia por aquelas ruas
sem calçamento. Demorou tanto que o professor Nestor Fetter, já no Banco do
Brasil, tornou-se vizinho de muro.
Com o empréstimo autorizado, a casa de alvenaria foi
construída pelo pedreiro Idor Tatsch e apenas um auxiliar. Demorou.
Levou meses para ganhar um formato reto e simples, com telhado de brasilit: uma área na frente, quatro quartos – o de meus pais com banheiro; o do meu irmão um ano mais velho, o dos gêmeos e o meu, e um banheiro único, no corredor. Não era uma casa bonita, nem simpática. Mas era nossa.
E ter algo que se possa chamar de "nosso", depois de quinze anos vendo a água suja das enchentes invadir a intimidade das casas onde morávamos era uma espécie de salvação secreta.
É preciso relembrar que avisaram do riacho entre as pedras,
enterrada sob os terrenos do bairro. Mal aterrada. Avisaram tarde - o destino,
quando se cumpre, não aceita avisos. O negócio foi concluído.
Volto a 1973: ano da mudança. Era longe de tudo, principalmente do Castelinho. Íamos a pé ao colégio. Na vizinha do outro lado, morava em um chalé velho, a professora Diana que não recordo o sobrenome. O professor Fetter logo vendeu a casa à Lúcia e Aristides Tavares. E as amizades se estreitaram por conta dos filhos. O mato em frente continuava vistoso. O Opa e a Oma Elma Kirst Eggers, com saúde. A família de Suzana e Nelson Motta construiu uma casa bonita há uma quadra adiante, na esquina da rua Expedicionários do Brasil com a Duque. Atrás, um grande terreno baldio cheio de árvores. Em frente aos Motta, uma moradora antiga, dona Gisela Wüst com seu belo pomar.
Na
outra esquina, o promotor Varlei dos Santos Farinatti. Em 1980, quase em
frente a nossa casa, mudou-se a família de Telmo de Quadros e seus três filhos.
Lembranças afetivas: os vizinhos se reuniam para promover na rua de
paralelepípedos, a Festa de São João. As crianças voavam pelo bairro com suas
bicis até o cair da noite e brincavam de esconder até tarde, nas férias. Muitas
"peladas" na pracinha do bairro.
No Americano, o tempo tinha o peso calmo das coisas que duram. O hibisco - plantado pelo Opa - floresceu por sessenta anos e continuou vivo mesmo após sua partida em 1999. Quando por fim também morreu, uma parte silenciosa do meu mundinho se lascou. Eu tinha muito orgulho desse hibisco e tratei de plantar outro no lugar, mas alma não é coisa que se substitui. A alma das coisas é única.
E por fim, não sei exatamente em que ano, um empresário
deitou por terra o resto da mata em frente à nossa casa para construir a sua.
Já existiam outras duas na quadra. Só em 1986, surgiu a nova casa da dona
Lorena e seu Ilson Koch, na divisa com a nossa. E nunca mais vimos a professora
Diana.
No ano de 1989, a casa número 333 exigiu de nós o tributo
mais doloroso. Meus pais foram de mudança para um apartamento em outro bairro.
Perderam na casa do BNH um filho e os pais da minha mãe, que moravam nos fundos
do terreno.
Na prefeitura, a promessa — e eu guardo a foto dessa
promessa como quem guarda a prova de uma traição — que o céu continuaria sendo
nosso. Mentira. A "máfia construtora" com sua ganância alimentada por
dinheiros invisíveis à vereadores medíocres – esses rasgaram o plano diretor. E
o primeiro prédio brotou com a demolição da casa dos Farinatti. O segundo
subiu. Depois outro. E outro. O promotor Sérgio Diefenbach disse certa vez, que
não cabia mais edifícios no bairro - mas o cimento ouve a razão? O cimento é
cego e ambicioso. A prefeitura nunca realizou um plano urbano que contemplasse
rede de saneamento, infraestrutura e sistema viário no Americano.
Na sequência, asfaltaram a rua Expedicionários do Brasil. Brigamos para não acontecer o mesmo com a Duque de Caxias. Tem que ser muito idiota para acatar uma “rodovia” em frente à sua residência. O asfalto polui, segura o calor, a água da chuva empoça, os remendos desfiguram a via e os carros passam mais rápidos, estupidamente.
Enfim, mais alguns anos e duas casas foram erguidas atrás da
nossa - perdemos a privacidade e um pouco do sol. E em questão de meses, vários
prédios imensos surgiram como monstros ocos, sem vida dentro, desumanizando de
vez o bairro. E agora, com mais outra mudança do plano diretor, teremos um
edifício de doze andares atrás de nossas casas.
O casal de vizinhos, com seus quase noventa anos de
existência, vai se mudar. Não vão suportar o barulho da construção - disse a
filha. E eles não devem voltar para a tranquilidade do seu quintal - penso
eu. É a expulsão silenciosa dos que têm alma.
Chocados, acompanhamos a construtora derrubar as 6 ou 8 Pereiras na calçada da obra. Por qual motivo? A cada ano a gente se reunía para a colheita das peras, num ritual sagrado de vizinhança. No que a beleza daquelas árvores incomodaria? A construtora logo tratou de fixar uma daquelas placas que diz em concordância com o Meio-ambiente, Prefeitura Municipal, blábláblá... Tudo farinha podre do mesmo saco.
Um jovem engenheiro quis entrar na minha casa atrás de
rachaduras. O ódio me subiu à boca... Mandei embora. Imagino as dinamites
rasgando as pedras profundas; imagino minha piscina rachando no fundo, o chão
cedendo, o bolor subindo pelas paredes da churrasqueira como um mofo moral.
Andei até o terreno da construtora. A porta de tapume estava
aberta e dali fotografei o que vi: a umidade que sobe na parede da casa vizinha
é um assombro. A própria parede da nossa garagem e da churrasqueira toda
descascada por bolhas. Imagino a deles!
Olho para o meu pátio. A perda do sol e do céu é inerente...
Lembro do escritor Brecht e do seu aviso sobre não aceitar o
infortúnio como algo natural. Mas o que se faz quando a corrupção é a regra?
Por que a casta ordinária – investidores, construtores, imobiliárias – não
erguem estas aberrações ao lado de suas próprias casas, nos seus loteamentos e
condomínios protegidos?
Há dias em que sinto uma vontade arcaica, uma sede
primitiva: ser macumbeira para enterrar um sapo (coitado do sapo!) no coração
daquele terreno, selar a terra com um feitiço antigo para que nada do que
erguerem ali se sustente. Mas sou uma ateia de 68 anos, uma contribuinte
impotente que grita nas redes sociais contra o desmatamento e a mutilação de
Lajeado. Uma mulher que assiste da janela, a cidade ser engolida pelas lajes,
ferros e cimento.
A FARSA DESMONTADA
Por seis votos favoráveis e uma abstenção, o colegiado acatou a versão do texto, que afirma que o automóvel que levava o ex-presidente não foi atingido por um ônibus antes do desastre que o vitimou.
Com a decisão, as certidões de óbito de JK e de seu amigo e do motorista Geraldo Ribeiro poderão ser corrigidas, informou o Ministério Público Federal (MPF), em nota.
JK morreu em agosto de 1976, há quase 50 anos, em um acidente no km 165 da Via Dutra.
O Opala conduzido pelo amigo Ribeiro, saiu da pista, atravessou o canteiro central, invadiu a via oposta e trafegou por 50 metros na contramão antes de colidir frontalmente com uma carreta.
Desde então, o motivo da perda de controle do veículo alimenta diferentes perspectivas sobre o caso.
A investigação conduzida por milicos em 1976, sustentou
que o Opala havia tocado em um ônibus da Viação Cometa durante uma
ultrapassagem, o que teria provocado o descontrole.
O novo relatório retoma uma tese defendida por pesquisadores da Faculdade de Direito da USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, produzida em parceria com as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e Minas Gerais.
Os pesquisadores argumentam que o descontrole do veículo decorreu de causa externa — como uma sabotagem mecânica — ou até de um mal súbito provocado por envenenamento do motorista.
A comissão também sugeriu que fosse realizado um pedido de desculpas formal a Josias de Oliveira, motorista do ônibus da Viação Cometa, conhecido por supostamente ter batido na traseira do carro de Juscelino Kubitschek.
Fonte: DW
agosto 27, 2026
NEPAL
O planeta agoniza entre as queimadas, as avalanches, as enchentes, os terremotos, os tsunamis. É sintonizar os telejornais que a gente leva um soco na cara: a humanidade em sofrimento. As maiores potências mundiais nada fizeram para minimizar o aquecimento global.
Não é de hoje – diz alguém entendido de tiktok.
Em 1931, as enchentes na China ao longo dos rios
Yangtzé e Huai, mataram entre 2 e 4 milhões de pessoas.
Em 2004, um terremoto submarino (existe isso?) matou
227.000 pessoas em 14 países, no Oceano Indico.
Continuem a desmatar, a explorar e poluir o planeta.
Não tem mais ponto de retorno. Phudeu geral.
Enquanto um desses “acidentes naturais”
não destruir a Casa Branca, o Kremlin ou a Cidade Proibida, continuaremos espectadores da destruição na Terra, esse resíduo de almas, como escreveu James Joyce.
VACINA
"A varíola estava sempre presente, enchendo de cadáveres
os pátios das igrejas, amedrontando constantemente aqueles a quem ainda não
tinha atacado." – Thomas Babington Maucalay, em "História da Inglaterra", 1848.
Edward Jenner (1749-1823) foi quem introduziu a vacina contra a varíola. Era médico do interior. E vaccinia, a varíola da vaca – daí o nome - se manifestava por pústulas nos ubres das vacas. As pessoas que ordenhavam contaminavam-se com facilidade – mas ficavam imunes à varíola humana!
O fato chamou atenção do dr. Jenner que estudou o caso por 20 anos.
Dia 14 de maio de 1796, o médico inoculou um guri de 8 anos, James Phipps, com o líquido das pústulas de uma ordenadora. O piá logo se recuperou. Em 10 de julho, dr. Jenner inoculou uma pústula variolosa em James. Nada aconteceu. O guri estava imunizado contra a varíola.
E assim vacina passava a ser sinônimo de prevenção. Mas ainda beneficiaria só quem pudesse pagar por ela... Até a chegada da guerra franco-prussiana.
A Prússia tornou a vacinação obrigatória para os soldados.
Perdeu 297 soldados vitimados pela varíola.
A França perdeu para a doença 23 400 – não vacinados.
No Brasil, a doença seria erradicada somente nos anos 70, graças
ao sanitarista e médico Oswaldo Cruz.
Mas duas potências preservaram a cultura do vírus como forma de arma de guerra, caso um ataque biológico: Rússia e Estados Unidos. Sempre os mesmos nos campos da Morte.
Agora existe a Varíola do Macaco... Sabe lá se não foram esses bostas?
Não fui no Google, mas no livro “A Paixão Transformada – história da medicina na literatura”, de Moacyr Scliar.
Disponível no Sebo da Garagem! Li de cabo a rabo...
Lembre-se que em 2027 comemora-se os 90 anos do nascimento do escritor.
PORTO ALEGRE
Previsão de reabertura do Theatro São Pedro - em reformas desde março do ano passado - no próximo 26 de novembro.
Na programação, um concerto das cantoras Anaadi e Isa Souza com a Orquestra Jovem do TSP. Mais Adriana Calcanhotto e o musical “Piaf, Eu Não Me Arrependo”, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro.
AH, CRUZ ALTA...
Vovó Eulina era funcionária dos Correios. Criou os filhos
e mais os 5 sobrinhos órfãos.
Entre eles, meu avô João e o irmão Nestor, e suas irmãs. Daicy, acabou professora e casou com um médico
baiano. Quando o marido se ausentava, ela gostava de atender os desavisados
assumindo a cadeira de doutor no consultório do marido. Ethelca casou com o dono do Hotel Espellet.
Danada, dizia minha avó, ela gostava de desmentir quem escondia a idade.
Lucília casou com um homem rico de Santana do Livramento. E João? Inaugurou
uma farmácia e fundou um cinema e um clube porque adorava bailes e carnaval.
agosto 21, 2026
"ME DESCASCA TODA"
Lembro de ouvir da minha vó durante as férias em Vera Cruz, quando eu aprontava uma: vou te descascar, guria! Esse descascar era uma tunda ou uns croques na cabeça, acredito. Mas nunca oficializou porque a gente debandava para a funilaria do vizinho que era parente e mais tranquilo com a nossa infância.
PRA ABRIR CABEÇAS
O Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre recebe uma mostra que reúne trabalhos de três grandes cartunistas gaúchos: Edgar Vasques, Santiago e Celso Schröder.
A exposição “Charge Mestra – Para Abrir Cabeças” estará aberta ao público até o dia 27 de setembro, com entrada franca.
O personagem Rango, criado por Edgar Vasques em 1974 no fervor da ditadura militar, o macanudo Taurino Fagundes, popularizado nos desenhos de Santiago, e a crítica sutil de Celso Schröder em um encontro inédito com o público porto-alegrense - três artistas gaúchos reconhecidos como referências no Brasil.
*Vi na Matinal News.
DO MEU BLOQUINHO
Um cliente satisfeito com o atendimento talvez não fale para ninguém. Mas o insatisfeito conta para dez pessoas, no mínimo - dizia o Giba quando dava treinamento para funcionários. Coisa antiga, naqueles tempos sem redes sociais, apenas blogues. Pois então… Entrei em uma São João e na Panvel, ambas distante uma quadra e meia na Júlio, rua principal e feia de Lajeado. Não sei dizer em qual, o pior atendimento. Deve ser a carga horária, a falta de treinamento ou os problemas pessoais em casa. Acabei na Farmácia do HBB, também na Júlio. Indico. "Dinheiro fala mas não canta, não dança. Não anda.." canta Neil Diamond in "Forever in blue jeans", aos 85 anos.
agosto 14, 2026
LUIS MANUEL ALVARES GARCIA
Anos 70. Dois freis desembarcam em Lajeado. Navarro,
gordo e alegre e Luis Manoel, mais introspectivo, magrinho e também alegre. Chamavam atenção pela simplicidade.
Quando estudava no Ceat, os católicos saiam das salas
durante a aula de religião. Coube ao Luis Manuel evangelizar o pequeno grupo de
irrequietos alunos. Assim conheci aquele frei com quem manteria amizade por
toda minha vida. Adolescente, enfrentei os dogmas pedagógicos e provocava como
boa adolescente: “Prova que Deus existe!” “Jesus é gay?” Não lembro as
respostas, mas ele sorria e rebatia tudo com a maior paciência, como homem de
fé que era na Paróquia de Moinhos.
internet
Pouco tempo em Lajeado, na periferia. Navarro às voltas com os exilados
políticos - soube depois quando realizei entrevistas para meu livro “Engole esse
choro”.
Quando meu irmão morreu, recebi uma carta comovente, tentando explicar os caminhos que a vida percorre. Incluí numa crônica do livro "Crescer é morrer devagarzinho".
Bem que ele escreveu, em 1984: "Por que não te animas a escrever um livro? Já há um leitor firme: eu. Pelo menos não abandona a poesia, a criatividade, todo o rio que há em você de artista." E encerrava: "A gente se encontra no alto das estrelas."
Trocamos correspondência durante muitos anos, que guardo até hoje e alguns fragmentos inseri no livro “Engole...” Perdemos o contato. Mas eu telefonava para a última paróquia, conseguia os endereços. Com as redes sociais o descobri em Unhos, Portugal. Um vai-vem de e-mails.
Marcamos de nos ver em 2018, em Lisboa. Ele chegou de moto, sacola de couro atravessada ao peito, aos 73 anos. Um encontro de muitas risadas e brilho nos olhos. Luis Manuel gostava de viver, de contar causos, relembrar momentos em Lajeado. Perguntava de pessoas que conheceu aqui, mas eu nada sabia.
Em maio desse ano, por whatsaap contou que estava doente,
tratamento difícil. Mas feliz, junto à família, enviou fotos dos irmão, dos sobrinhos. Depois de um tempo de silêncio, não respondeu os whats, os emails, não obtive mais respostas...
“Combati o bom combate,
acabei a carreira,
guardei a fé.”
2 Timóteo 4:7
Faleceu aos 83 anos no dia 14 de junho.
Choro mais essa perda. Será que gente há de se encontrar no alto das estrelas?
agosto 11, 2026
THOREAU & SUAS CADEIRAS
No livro Walden, do escritor e filósofo Henry Thoreau, o conceito das “três cadeiras”:
Uma para a solidão, duas para a amizade e três para a
sociedade.
A pergunta que ecoa:
- De quanto espaço precisamos
para estar conosco,
para estar com quem confiamos
e para estar com o restante do mundo?
* Das redes sociais
MARIO QUINTANA
Por ocasião do lançamento do livro “A origem da patrulha Maria da Penha”, de Raquel Arruda Gomes, na Casa de Cultura Mario Quintana, enquanto aguardava na fila de autógrafos, vi as caricaturas do “poeta das coisas simples” que completou 120 anos do seu nascimento, por dois geniais ilustradores e cartunistas gaúchos:
Edgar Vasques, o pai do Rango e Renato Canini que repaginou o Zé Carioca da Disney.
DO MEU BLOQUINHO
A Natureza sempre com as melhores respostas…
Pode ser no grupo das distintas madames da classe alta ou
no grupo das assalariadas.
Pode ser no grupo de alunos das escolas particulares ou
públicas.
O podre contamina. O podre lidera. O podre é admirado
pelo seu lado mais sombrio.
Os pais se omitem, a escola se omite.
A fruta podre vira um monstro... Um jovem monstro que quando convidado para ir na tua casa, a destrói.
No futuro serão aqueles
E por falar em monstro: a construtora que cortou 6 ou 5 pereiras na calçada e que hoje estariam floridas, ao demolir um prediozinho velho e arrancar seu piso, deixou a terra viva para iniciar a construção de um prédio de vários andares.
A chuva torrencial que caiu nos últimos dias “descobriu” um caminho no terreno e desaguou na minha garagem e banheiro da área de churrasqueira, coisa que em 55 anos nunca aconteceu.
Registrei em fotos.












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