Guardachuvadelaura
abril 01, 2026
JOSUÉ GUIMARÃES
Passou batido os 40 anos da morte do escritor Josué
Guimarães no dia 23 de março de 2026.
“Os Tambores Silenciosos” marcaram minha adolescência e aos poucos fui buscando outros livros desse autor capricorniano, nascido aqui pertinho, em São Jerônimo. Alguns banhos no Jacuí, com quase certeza...
Vinha bem uma biografia quando se sabe que, mesmo lidando com as letras, achou tempo para se eleger vereador pelo PTB, em Porto Alegre.
Aliás, foi patrono da 30º Feira do Livro da capital.
Viveu durante 65 anos e escreveu, entre contos, romances e literatura infantil, mais de 20 livros, fora outros que abrangiam crônicas em jornais.
Um tempo atrás, alguém falou que a esposa
Nydia Guimarães vivia em Canela, onde ele também morou. Ano passado, a Feira do Livro de Canela,
homenageou o escritor. Após seu falecimento aos 65 anos, de um câncer no intestino,
Nydia dedica seu tempo a proteger o acervo deixado por ele, na verdade um grande
legado cultural à cidade.
RODA VIVA: ERIKA HILTON
Erika Santos Silva ou Erika Hilton, é uma sagitariana porreta:
deputada federal, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) atua em
diversas causas, mas principalmente as voltadas aos direitos das pessoas negras
e LGBT. Foi nomeada presidenta da Comissão dos Direitos da Mulheres da
Câmara dos Deputados – gerou bafafá nas redes onde o ódio circula solto e com
apoio $$ de empresas.
Uma pena que muitos não assistiram a entrevista dela no Roda Viva dessa última segunda-feira. Linda, vestindo Alexandre Herchcovitch, eu mais fã ainda! Pensamos o mesmo em muitas coisas. Ela me representa, me dá voz.
Sobre a religiosidade que exclui indivíduos cuja diversidade de orientações sexuais, identidades de gênero não são as “tradicionais, aquelas que são lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros/travestis, queer, intersexo, assexuais/arromânticos/agênero, pansexuais, não binários e outras identidades. O símbolo "+" visa incluir todas as possibilidades não cobertas pelas letras.
"Há um debate que precisa ser feito." - diz Érika.
Precisamos encontrar uma maneira de quebrar para bloquear (sobre pautas importantes relacionadas a gênero) em especial quando o debate está atrelado ao debate religioso.
É fazendo com que essa parcela importante da sociedade, desperte das mãos desses CAFETÕES DA FÉ. Porque a diferença entre um pastor, um líder religioso e um cafetão da fé é aquele que quer lucrar em cima da esperança, do medo e da religiosidade das pessoas.
Nós vamos precisar fazer com que elas entendam que o Evangelho,
que Cristo, não quer que as pessoas vivam em guerra e sejam odiadas."
*Em outra resposta, a deputada é direta: os cafetões da
fé das “lagoinhas” da vida. E penso que uma delas é aqui no meu bairro atraindo
gente que só foi evoluir na vida quando nos primeiros mandatos de Lula. Votaram
nele. Mas aí é preciso levar o parceiro alcoólatra pra se curar na Lagoinha. É
um retrocesso mental, espiritual gigantesco.
Essa é uma narrativa do fundamentalismo, essa é uma narrativa daquelas pessoas que querem enriquecer sua própria família, a criar patrimônios em cima da fé. Nós temos que tirar desse adormecimento essa parcela da população pra entender “olha, se Jesus voltasse amanhã, ele se sentaria conosco, se Jesus voltasse amanhã, ele pediria àqueles que nos apedrejam para olharem aos seus próprios pecados."
Isso não é ensinamento cristão, não é a vontade de Deus.
Saia desse lugar, olhe para seu irmão, trate o seu irmão como a si mesmo.
Acho que quando nós espetarmos e arrancarmos das mãos desses CAFETÕES DA FÉ, desses que se nomeiam pastores, líderes religiosos, mas tão enchendo... Nós vimos por exemplo, no caso do Banco Master, uma igreja que tinha uma “fintec”, uma igreja que tem um banco... Isso já traduz muito do que é essa minha interpretação sobre CAFETÕES DA FÉ. (...) Busco ter um ótimo diálogo com as camadas evangélicas da sociedade, porque eu acho q primeiro a gente precisa desmitificar.
Há uma mistificação do que são essas entidades.
É como se essas identidades representassem por si só a destruição da família, do status quo, e eles aproveitam desse pânico moral.
É como se dissessem, a partir do momento em que a deputada Erika Hilton tem algum nível de dignidade, todo mundo vai perder, todo mundo vai acabar.
O q a gente entende de sociedade, o q a gente entende de família, meu Deus, o q a gente entende de banheiro, não vai mais existir. E isso vai gerando, num nível de desigualdade e de desnivelamento mesmo, de desconhecimento nas pessoas, um medo, um pânico.
Quando eu me coloco à disposição para encontrar essa briga, é porque eu quero estar.
Eu sei o q vou enfrentar, eu sei as violências que vão me receber naquele espaço, mas eu preciso ser vista, eu preciso ser ouvida, eu preciso deixar q a minha narrativa sobre mim mesma também sejam contadas e não só a visão dos meus algozes.
E nós precisamos parar enquanto esquerda, ou enquanto comunidades LGBT ou enquanto qualquer grupo de achar q nós temos q estar de um lado e de q evangélicos, católicos, cristão precisam estar do outro lado. Isso é uma guerra q não criamos.
Nós queremos andar do lado de todo mundo. Nós queremos fazer valer as palavras e
o ensinamentos de Jesus Cristo. Eu cresci em um lar evangélico. E eu vi o
evangelho destruir a minha família. Eu vi os cafetões da fé usurpando o
evangelho."
Assista aqui a entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=61_plHadgJU
GLOBOFASCISTA
A Globo sempre estendeu o tapete vermelho aos milicos golpistas.
Não vamos longe, a Folha de São Paulo, “procurou
proteger os torturadores do passado, argumentando que a Lei de Anistia teria
garantido o perdão para os dois lados. Não por acaso, requenta-se essa
discussão sobre perdoar golpistas, no debate sobre a intentona bolsonarista de
8 de janeiro.” - Michel Goulart da Silva, Doutor em história pela Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) e técnico-administrativo no Instituto Federal
Catarinense (IFC). Autor do livro “Golpe e ditadura em Santa Catarina”, no
SUL21
A imprensa de Lajeado mereceria uma tese de mestrado, desde o seu primeiro jornal, passando pela criação da rádio Independente, do jornal O Informativo, do Jornal do Vale e outros para ver como seguiram as tendências políticas da suas épocas.
TERAPIA EM ALTA
- Tu acreditas em Deus?
- Não, respondi. - Acredito na Ciência.
Eu poderia dizer que a minha casa é cheia de santos e santas,
porque na hora que o cu aperta, tu recorres ao sobrenatural. Omiti.
Caso tivesse perguntado minha cor, como quis saber o IBGE no
último censo, responderia:
- Parda.
Minha mãe ficou chocada. A moça do IBGE respondeu:
- É como tu te sentes, te reconheces.
No meu DNA, trago os genes da negritude pelos dois lados familiares. Os pais podem negar, mas me vejo nas fotos antigas que guardaram. Elas não disfarçam e não tem A.I. que cubra ou disfarce.
março 30, 2026
AULA DE CINEMA
LIVROS RESTANTES
Filme nacional com a Denise Fraga - e não imagino SE não ela, quem outra?
A personagem vai de mudança de Florianópolis para Portugal.
A casa está vazia, ela doou quase tudo, inclusive os livros.
Mas separou alguns porque achou as dedicatórias bacanas e fez questão de devolver o presente para quem havia lhe dado, marcando um tempo.
Os autores: um da Ana Cristina Cézar, outro da
Hilda Hilst, um "Feliz Ano Velho", "Silencioso
corpo em fuga", do Valter Hugo Mãe e um de Naomi Klein: “A doutrina do choque”.
Um filme com tantas outras histórias das fases da vida (agora a gente diz "camadas") com sotaque dos manezinhos da ilha, revelando lugares que muitos conhecem. Tem
uma cena que o ator diz você, perde o encanto, mas logo surge o tu...
“A literatura estica a vida da gente”, “Eu tenho muito
orgulho de ser professora, é meu melhor título.” - frases ótimas, o elenco é
bom.
E aí... Aí vem o almoço de despedida em família... e brota a merda toda.
Só podia ter na direção uma mulher!

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