abril 01, 2026

RODA VIVA: ERIKA HILTON

Erika Santos Silva ou Erika Hilton, é uma sagitariana porreta: deputada federal, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) atua em diversas causas, mas principalmente as voltadas aos direitos das pessoas negras e LGBT. Foi nomeada presidenta da Comissão dos Direitos da Mulheres da Câmara dos Deputados – gerou bafafá nas redes onde o ódio circula solto e com apoio $$ de empresas.

Uma pena que muitos não assistiram a entrevista dela no Roda Viva dessa última segunda-feira. Linda, vestindo Alexandre Herchcovitch, eu mais fã ainda! Pensamos o mesmo em muitas coisas. Ela me representa, me dá voz.


 “O Brasil segue sendo o país que mais mata mulheres como eu.” -  Uma epidemia de feminicídios, de estupros, de ódio aos marcadores impostos - LGBTQIAPN+.

Sobre a religiosidade que exclui indivíduos cuja diversidade de orientações sexuais, identidades de gênero não são as “tradicionais, aquelas que são lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros/travestis, queer, intersexo, assexuais/arromânticos/agênero, pansexuais, não binários e outras identidades. O símbolo "+" visa incluir todas as possibilidades não cobertas pelas letras.

 

"Há um debate que precisa ser feito." - diz Érika. 

Precisamos encontrar uma maneira de quebrar para bloquear (sobre pautas importantes relacionadas a gênero) em especial quando o debate está atrelado ao debate religioso. 

É fazendo com que essa parcela importante da sociedade, desperte das mãos desses CAFETÕES DA FÉ. Porque a diferença entre um pastor, um líder religioso e um cafetão da fé é aquele que quer lucrar em cima da esperança, do medo e da religiosidade das pessoas. 

Nós vamos precisar fazer com que elas entendam que o Evangelho, que Cristo, não quer que as pessoas vivam em guerra e sejam odiadas."

*Em outra resposta, a deputada é direta: os cafetões da fé das “lagoinhas” da vida. E penso que uma delas é aqui no meu bairro atraindo gente que só foi evoluir na vida quando nos primeiros mandatos de Lula. Votaram nele. Mas aí é preciso levar o parceiro alcoólatra pra se curar na Lagoinha. É um retrocesso mental, espiritual gigantesco.


Essa é uma narrativa do fundamentalismo, essa é uma narrativa daquelas pessoas que querem enriquecer sua própria família, a criar patrimônios em cima da fé. Nós temos que tirar desse adormecimento essa parcela da população pra entender “olha, se Jesus voltasse amanhã, ele se sentaria conosco, se Jesus voltasse amanhã, ele pediria àqueles que nos apedrejam para olharem aos seus próprios pecados."

 Isso não é ensinamento cristão, não é a vontade de Deus. 

Saia desse lugar, olhe para seu irmão, trate o seu irmão como a si mesmo. 

Acho que quando nós espetarmos e arrancarmos das mãos desses  CAFETÕES DA FÉ, desses que se nomeiam pastores, líderes religiosos, mas tão enchendo... Nós vimos por exemplo, no caso do Banco Master, uma igreja que tinha uma “fintec”, uma igreja que tem um banco... Isso já traduz muito do que é essa minha interpretação sobre CAFETÕES DA FÉ.  (...) Busco ter um ótimo diálogo com as camadas evangélicas da sociedade, porque eu acho q primeiro a gente precisa desmitificar.

Há uma mistificação do que são essas entidades. 

É como se essas identidades representassem por si só a destruição da família, do status quo, e eles aproveitam desse pânico moral. 

É como se dissessem, a partir do momento em que a deputada Erika Hilton tem algum nível de dignidade, todo mundo vai perder, todo mundo vai acabar. 

O q a gente entende de sociedade, o q a gente entende de família, meu Deus, o q a gente entende de banheiro, não vai mais existir. E isso vai gerando, num nível de desigualdade e de desnivelamento mesmo, de desconhecimento nas pessoas, um medo, um pânico. 

"E eu acho que uma das coisas mais importantes e potentes q nós podemos fazer é estar. 

Quando eu me coloco à disposição para encontrar essa briga, é porque eu quero estar. 

Eu sei o q vou enfrentar, eu sei as violências que vão me receber naquele espaço, mas eu preciso ser vista, eu preciso ser ouvida, eu preciso deixar q a minha narrativa sobre mim mesma também sejam contadas e não só a visão dos meus algozes. 

E nós precisamos parar enquanto esquerda, ou enquanto comunidades LGBT ou enquanto qualquer grupo de achar q nós temos q estar de um lado e de q evangélicos, católicos, cristão precisam estar do outro lado. Isso é uma guerra q não criamos. 

Nós queremos andar do lado de todo mundo. Nós queremos fazer valer as palavras e o ensinamentos de Jesus Cristo. Eu cresci em um lar evangélico. E eu vi o evangelho destruir a minha família. Eu vi os cafetões da fé usurpando o evangelho."


Baptistão captou muiiito bem!

 

Assista aqui a entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=61_plHadgJU

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