“HOMENS: PAREM DE NOS MATAR!”
O RS contabiliza doze feminicídios em 2026. As mulheres
gaúchas clamam por socorro, que nunca virá.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul foi palco de um momento importante para a segurança das mulheres gaúchas, nessa última terça-feira (10), quando a Comissão Externa da Câmara dos Deputados apresentou o seu relatório final sobre os feminicídios no estado.
“O documento é um diagnóstico doloroso do desmonte das redes de proteção no RS e um grito por socorro diante da misoginia homicida que já vitimou doze mulheres somente este ano. Faltam tornozeleiras, faltam delegacias, faltam instrumentos. Mas o governador Eduardo tem a cara de pau de apontar 2025 como o “o ano mais seguro da história gaúcha”. “
Foram oitenta feminicídios em 2025, 10% a mais do que em 2024.
Somam-se 264 tentativas de feminicídio, mais 31 mil
ameaças, além de 52,7 mil ocorrências de lesão corporal e outras 18 mil
ocorrências de estupro, conforme reportagem da CNN Brasil.
Somente no mês de janeiro, onze novos feminicídios foram registrados no estado, repetindo padrões de crueldade vistos no ano anterior.
A vereadora do PT, Rosane Cardoso, se fez presente. Mal
sabia ela que nesse meio tempo, aqui no nosso quintal, em Santa Clara do Sul,
no Vale do Taquari, Elton Leuse, 58, matava a tiros, Juliane Cristine
Schuster, 30, sua ex-companheira, enquanto a filha de cinco anos conseguia se trancar no
quarto. Como conseguiu,
tão pequena, fugir do perigo? A outra filha não estava em casa.
Leuse tinha antecedentes criminais, Juliane tinha medidas
protetivas... Falhou a polícia?
O assassino também atropelou e matou o ex-companheiro
dela, Fabiano Luís Fleck, 37. E atirou no atual que está mal no hospital de Lajeado.
O assassino se suicidou na frente do prédio da Brigada Militar, de Santa Clara do Sul.
Juliane é apenas um número na estatística do Estado: o 13º feminicídio do ano.
A Casa de Passagem do Vale pede ajuda, pede voluntariado.

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