julho 18, 2024

ERA UMA VEZ...


Esses dias, achei fotos do plantio de um Baobá, no Jardim Botânico. Em 2021, acho.  A prefa de Lajeado convidou galera da umbanda de Bom Retiro, havia crianças, mulheres, a paulista Sílvia Estanislau Lima como presidente do Centro de Cultura Afro-Brasileira e umas metidas como eu, para  prestigiar a ação ambiental e me deixar envolver pela rica cultura afro.



Cantaram, benzeram e plantaram o Baobá, a árvore da vida e seus significados para alguns: suas raízes representam os ancestrais e as memórias do povo negro enquanto o tronco representa as crianças e os jovens em crescimento.

Pois bem, a vice-prefeita Schumacher levou as filhas pequenas. No seu discurso disse que elas, no futuro, poderiam contemplar aquela árvore e dizer que presenciaram seu plantio. E com isso ignorou as outras crianças.  Insensível, é o mínimo que posso dizer. Não sabia nada da questão cultural.

Óbvio: o Baobá não vingou. Era muita brancalhada ao redor e discurso furado. Mas rendeu vitrine na mídia, que era o desejado mesmo.  "O que é paz cresce por si" - escreveu Guimarães Rosa. Só pra complementar...

 



 

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