ERA UMA VEZ...
Esses dias, achei fotos do plantio de um Baobá, no Jardim
Botânico. Em 2021, acho. A prefa de
Lajeado convidou galera da umbanda de Bom Retiro, havia crianças, mulheres, a
paulista Sílvia Estanislau Lima como presidente do Centro de Cultura Afro-Brasileira
e umas metidas como eu, para prestigiar a ação ambiental e me deixar envolver pela rica cultura afro.
Cantaram, benzeram e plantaram o Baobá, a árvore da
vida e seus significados para alguns: suas raízes representam os
ancestrais e as memórias do povo negro enquanto o tronco representa as crianças
e os jovens em crescimento.
Pois bem, a vice-prefeita Schumacher levou as filhas
pequenas. No seu discurso disse que elas, no futuro, poderiam contemplar aquela
árvore e dizer que presenciaram seu plantio. E com isso ignorou as outras crianças. Insensível, é o mínimo que posso dizer. Não
sabia nada da questão cultural.
Óbvio: o Baobá não vingou. Era muita brancalhada ao redor e discurso furado. Mas rendeu vitrine na mídia, que era o desejado mesmo. "O que é paz cresce por si" - escreveu Guimarães Rosa. Só pra complementar...
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