“A ECOBÉ QUER SALVAR O MORRO GAÚCHO”
Elisabete Barreto Müller é sócia-fundadora da ONG Ecobé: “Vida
Longa para o Vale”.
Em entrevista à radio A Hora, destacou o papel fundamental da organização na proteção ambiental do Morro Gaúcho e na criação de uma unidade de conservação para a área.
Fundada em 2000, a preocupação maior foi a de preservar o morro gaúcho, em Arrio do Meio.
Para Bete Müller, a região não recebeu a devida atenção em termos de conservação, apesar de ser um dos remanescentes florestais mais significativos do Vale do Taquari.:
“O morro abriga uma rica diversidade de animais, plantas, córregos e nascentes, além de ser um ponto de encontro para diversas comunidades, incluindo o morro São José. O local rico em grandeza e potencial atrai apreciadores da natureza oferecendo espaço de lazer, passeio, além da prática de atividades esportivas”.
Ela enfatiza a importância de transformar o morro gaúcho em uma unidade de conservação, dividida em duas partes: Área de Proteção Ambiental (APA), que envolve todo o morro, e uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), destinada à preservação de características naturais únicas e à promoção do ecoturismo sustentável.
A preocupação da ONG é com a construção - horrorosa e cafona - do monumento no alto do Morro Gaúcho:
“A Ong Ecobé é contra essa construção. No campo das ideias somos contrários. Esse empreendimento causaria um grande impacto ambiental”.
Bete questiona a validade do projeto original, apresentado antes do desastre natural. “Queremos saber mais sobre essa aprovação da licença prévia, especialmente em relação à falta de assinaturas e à ausência de comunicação com o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codemam)”.
E destaca a preocupação com a possível derrubada de 2.161 espécies de árvores nativas para a implementação do empreendimento - um arboricídio ambiental, digo eu.
A breguice prevê numa área superior a 60 hectares:
“Contará
com restaurante, hotel, arena multiuso e roda gigante, além de um parque
cultural alusivo à cultura gaúcha, com um monumento de 50m. O investimento gira
em torno de R$ 50 milhões. Um dos proprietários da área e idealizadores do
investimento é o advogado Gerson Zanchettin” – conforme o jornal O Alto Taquari.
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