GREGOR SAMSA & GRANDE IRMÃO
Dias desses, minha cunhada compartilhou uma reportagem da
Folha de São Paulo. Uma “aula” sobre Kafka e Orwell.
Quantas vezes já ouvimos alguém dizer:
- Ele é meio kafkiano...
Ou seja, um cara q leva a vidinha de forma meio absurda.
Para nossos parâmetros burgueses, claro. Um sujeito meio nadavê. Que trabalha com
coisas inúteis, que não levam a nada, sem objetivo. Sempre tem alguém q a gnt
conhece, né? Até na família.
E o personagem orweliano,
baseado no livro “1984”, de George Orwell? Escrito em 1949!
É sobre um personagem q se rebela contra o sistema, a
sociedade. Mas é esmagado por ela. Um fracassado. Esse é dos personagens mais
comuns por aí.
Quantos de nós trabalhamos e vivemos amargurados durante toda a vida, com um “patrão” vigilante, q nos massacra 24 horas por dia? Senão lá fora, dentro de nós mesmos?
Kafka
“1984” é um romance sobre uma distopia - para a filosofia significa “uma sociedade imaginária controlada de forma opressiva pelo Estado ou por outros meios extremos, de maneira que as condições de vida dos indivíduos se tornam insustentáveis.” É a antiutopia.
Uma sociedade orwelliana é manipulada em nome do
poder. Um regime orwelliano é poderoso,
invisível e vigia física, emocional e intelectualmente todos nós.
Por falar nisso, quem detém o poder vigilante no país? A
imprensa? A igreja católica? Os evangélicos? A publicidade? A maçonaria? O sertanejo? As milícias? Ou os ratos em Brasília?
Quem faz a lavagem cerebral de nossas cabeças?
A Globo? Bom... Não é por menos que o Big Brother tenha se
inspirado no “1984” e sucesso até hoje no Brasil depois de 20 edições - um
bando de orwellianos buscando seus minutos de fama e o povo kafkiano, assistindo.
Não é por menos que elegeram essa falácia chamada
Bolsonaro.
Talvez, sejamos um bando de fracassados... E o Brasil, um
pesadelo absurdo.
À PROPÓSITO: A
Fundação Orwell mantém uma riqueza de recursos sobre o escritor, de acesso gratuito
online dos ensaios e diários e até uma biblioteca de trabalhos sobre
ele e sua escrita.
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