MOISES MENDES
“Vi agora na internet o vídeo com reportagem da GloboNews sobre um grupo de policiais que cerca um rapaz sobre uma ponte em São Paulo, e um dos PMs joga o rapaz da ponte.
O vídeo que vi, com uma repórter narrando o fato e
mostrando a imagem com os PMs e a cena em que o rapaz é arremessado, tem um
minuto e 53 segundos.
A repórter conta todos os detalhes e diz que os PMs da
polícia de Tarcísio de Freitas já foram identificados.
E o rapaz? Quem seria? Morreu? Está vivo?
A repórter não sabe.
Deveria, por lição básica do jornalismo, dizer que está
atrás da informação.
Que essa é sua prioridade.
Mas a não identificação do homem é tratada com desleixo.
Ele é o personagem do fato.
E o resumo é esse mesmo: a vítima da violência policial
não tem nome e ninguém sabe o que aconteceu com ela. É mais uma.
É a naturalização das invisibilidades.
Os PMs violentos têm nome, mas a vítima deles não tem.
E o jornalismo da Globo parece não querer saber.
Vítimas da violência da PM do governo
bolsonarista de São Paulo geralmente não têm nomes, pelo ponto de vista das
própria PM e dos jornalões.”
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