dezembro 04, 2024

MOISES MENDES

Gilmar Machado

“Vi agora na internet o vídeo com reportagem da GloboNews sobre um grupo de policiais que cerca um rapaz sobre uma ponte em São Paulo, e um dos PMs joga o rapaz da ponte.

O vídeo que vi, com uma repórter narrando o fato e mostrando a imagem com os PMs e a cena em que o rapaz é arremessado, tem um minuto e 53 segundos.

A repórter conta todos os detalhes e diz que os PMs da polícia de Tarcísio de Freitas já foram identificados.

E o rapaz? Quem seria? Morreu? Está vivo?

A repórter não sabe.

Deveria, por lição básica do jornalismo, dizer que está atrás da informação.

Que essa é sua prioridade.

Mas a não identificação do homem é tratada com desleixo.

Ele é o personagem do fato.

E o resumo é esse mesmo: a vítima da violência policial não tem nome e ninguém sabe o que aconteceu com ela. É mais uma.

É a naturalização das invisibilidades.

Os PMs violentos têm nome, mas a vítima deles não tem.

E o jornalismo da Globo parece não querer saber.

Vítimas da violência da PM do governo bolsonarista de São Paulo geralmente não têm nomes, pelo ponto de vista das própria PM e dos jornalões.”
 

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