setembro 01, 2026

A FARSA DESMONTADA



A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos aprovou em maio o relatório elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar.

Por seis votos favoráveis e uma abstenção, o colegiado acatou a versão do texto, que afirma que o automóvel que levava o ex-presidente não foi atingido por um ônibus antes do desastre que o vitimou.

Com a decisão, as certidões de óbito de JK e de seu amigo e do motorista Geraldo Ribeiro poderão ser corrigidas, informou o Ministério Público Federal (MPF), em nota.


JK morreu em agosto de 1976, há quase 50 anos, em um acidente no km 165 da Via Dutra.

O Opala conduzido pelo amigo Ribeiro, saiu da pista, atravessou o canteiro central, invadiu a via oposta e trafegou por 50 metros na contramão antes de colidir frontalmente com uma carreta.

Desde então, o motivo da perda de controle do veículo alimenta diferentes perspectivas sobre o caso.


A investigação conduzida por milicos em 1976, sustentou que o Opala havia tocado em um ônibus da Viação Cometa durante uma ultrapassagem, o que teria provocado o descontrole.

O novo relatório retoma uma tese defendida por pesquisadores da Faculdade de Direito da USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, produzida em parceria com as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e Minas Gerais.

Os pesquisadores argumentam que o descontrole do veículo decorreu de causa externa — como uma sabotagem mecânica — ou até de um mal súbito provocado por envenenamento do motorista.

A comissão também sugeriu que fosse realizado um pedido de desculpas formal a Josias de Oliveira, motorista do ônibus da Viação Cometa, conhecido por supostamente ter batido na traseira do carro de Juscelino Kubitschek.


Fonte: DW

 

 

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