dezembro 16, 2024

OS CINES DA MINHA VIDA

Em 1966, Lajeado tinha 25 mil moradores, fora o “interior”, e um cinema, o Cine Avenida, na Benjamim Constant, perto da praça do chafariz. Tinha 800 cadeiras de madeiras e não sei quem construiu ou  data de inauguração. Nas matinés trocavamos revistinhas e fazíamos baderna batendo os assentos de madeira, atraindo o lanterninha...


Ervino Scheer

Acompanhei a decadência do Avenida, morava bem pertinho, quando começou a “passar” faroestes mexicanos e bagacerices. Mas foi no Avenida que sonhei com "Marisol no Rio"...


 Quase no fim dos anos 60, Norberto Jaeger e alguns outros construíram o Cine Teatro Alvorada, com 1.200 lugares es-to-fa-dos de azul, no inicio da Benjamim Constant.


Cine Alvorada

 


Era tão bonito quando inauguraram...
Todos os domingos à noite a gente frequentava 
sem saber qual filme passava.

Agora não sei se esse projetor é do Alvorada...


... ou se do Avenida?

No Alvoradas, filmes oscarizados como “Tubarão”, dois meses em cartaz, e outras produções melhores de dobrar a fila na Julio. Foi palco para teatro, shows e formaturas até começar o prejuízo e fechar em 1992 com a projeção de pornôs. Por ironia virou igreja. Depois galeria. 

O grupo Benoit comprou e fez outra reforma horrorosa e deixou feito um elefante branco... Tá pra alugar.  Só para outra igreja mesmo.

O jornal A Hora fez uma reportagem boa, no ano passado:

https://grupoahora.net.br/conteudos/2023/03/12/filmes-pecas-e-memorias-em-um-predio-historico/

Fotos: Arquivo Sebaldo Hammes




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