RACISMO, NÃO!
Ontem à noite, a entrega do Prêmio de Literatura da Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) de 2024.
No discurso do presidente, o escritor Aírton Ortiz, uma fala preconceituosa.
A escritora Eliane Marques, vencedora do Premio ARL e do Premio São Paulo de Literatura 2024, com o livro “Louças de Família”, pede uma retratação pública, por escrito, do presidente em razão da fala inadequada, racista e etarista:
“Não é mais possível que ouçamos em silêncio afirmação como esta, de que o RS é pioneiro nas academia de letras em razão da imigração alemã e italiana. E que o restante do país não teria seguido esse pioneirismo em razão da sua predominância escrava, quer dizer, negra. Sabemos que o fundador da Academia Brasileira de Letras é Machado de Assis. E tivemos grandes nomes Maria Firmina dos Reis, Luís Gama, Lima Barreto. No RS, temos os contemporâneos Ronald Augusto, Luís Mauricio, Fernanda Bastos, Natalia Polesso, Oliveira Silveira... Então como é que nós escutamos poemas e uma historia e a branquitude não se levanta em razão dessa afirmação?”
O presidente Aírton Ortiz pediu desculpas, disse que não
soube se expressar.
A primeira consequência veio com a saída do escritor
Christian David, da entidade.
Comovida e orgulhosa com a bravura de Eliane Marques.
Lembrei que abandonei uma academia literária por ler num grupo de whatsapp as ofensas homofobicas de um “escritor” contra outro. Depois, o mesmo ofendeu outra escritora, que acabou saindo também. A diretoria da “academia branquitude” e seus acadêmicos nunca viram nada de mal porque não tomaram nem uma atitude.
E o babaca continua lá, mantendo a pose.
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