DITADURA DA IDENTIDADE
Não sabemos mais conviver com o desconhecido, tanto em nós como no outro.
O mundo se tornou uma sala de interrogatório: qual seu nome? Número do RG? Quantos anos? Solteiro ou casado? Qual sua orientação sexual? Qual seu partido político?
E pior, não sabemos dizer não, queremos apenas em responder tudo certo para sermos aceitos.
Uma ficha nos define, nosso perfil de
Facebook ( e no Instagran) é nosso novo templo.
... Mas quanto mais nos nomeamos, mais nos perdemos de nós mesmos!
A única coisa eterna em nós é a potência. A vontade de diferir, mudar, trocar de pele.
... A diferença em nós se submete à ditadura da identidade na qual nos escondemos.
Nossa identidade nos protege, nos deixa aconchegantes, preguiçosos, estúpidos, mortos.
A diferença toma outro caminho, não pede reconhecimento, é anômala, quer apenas efetuar seus encontros e ir para além de si. Não há senhor, nem escravo, nem espelho, nem reconhecimento, tão pouco dialética: há apenas uma vontade de criar, inventar, produzir, diferir e experienciar a transformação de si que acontece a cada encontro.
Foucault disse, “não me pergunte quem sou, e não me diga para permanecer o mesmo!”.
Enquanto pudemos dizer “eu não sou, eu estou”, ainda valerá a pena viver.
* Pelo que sei a nossa personalidade se constrói pela identificação... Pergunto aos três leitores desse blog: Com quem tu te identificas? Ou, quais ações te constroem?
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