novembro 08, 2024

"SEU CORPO, MINHA ESCOLHA, PARA SEMPRE"


 

Porto Rico ainda não tinha sido chamado de “ilha de lixo”, os judeus, de sovinas, e ainda nem tinha sido repetida no palco do Madison Square Garden, pelo “humorista”, a velha piada racista dos minstrel shows do tempo da escravidão, associando negros a idiotas comedores de melancia.

Donald Trump fez seu comício de encerramento de campanha no dia 27 de outubro, em Nova York, mas o evento foi comparado desde antes de acontecer com o grande comício nazista realizado no mesmo local em 1939, quando o Madison Square Garden foi decorado com uma enorme imagem de George Washington rodeado de suásticas.

Há dois anos, em novembro de 2022, Donald Trump anunciava sua segunda candidatura à Casa Branca, num pronunciamento feito em Mar-a-Lago. Dez dias depois do anúncio, Trump recebeu em Mar-a-Lago, para um jantar, o rapper antissemita Kanye West e o notório supremacista e negador do Holocausto Nick Fuentes.

Fuentes comanda um podcast com mais de 100 mil inscritos chamado “America First”.

É o mesmo nome, “America First”, da organização que botou 20 mil simpatizantes do nazismo no Madison Square Garden, com vários campos de concentração em pleno funcionamento e às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

Na época - do jantar -, o renomado advogado David Friedman, judeu e ex-embaixador dos EUA em Israel no primeiro governo Trump, foi ao Twitter classificar como “inaceitável” o encontro do então ex-presidente-novamente-candidato com “uma escória humana como Nick Fuentes”.

Agora, Friedman já teria aceitado ser embaixador do segundo governo Trump na ONU, representando, na prática, a escória humana sionista e o genocídio contra o povo palestino.

Nesta quarta-feira, 6, Nick Fuentes foi ao Twitter, agora X, onde ele tem quase meio milhão de seguidores, comemorar assim o reich para durar mil anos, ou melhor, o “mandato poderoso e sem precedentes” do seu velho anfitrião na Berghof, desculpe, em Mar-a-Lago: “Seu corpo, minha escolha. Para sempre”.

 


De fato, o Projeto 2025, espécie de plano de governo informal de Trump, prevê o aniquilamento do direito ao aborto nos EUA.

O Projeto 2025 foi elaborado por mais de 100 “organizações conservadoras” que “se uniram para garantir que uma administração bem-sucedida comece em janeiro de 2025”.

Entre elas, a Concerned Women For America, Independent Women’s Forum e The Institute For Women’s Health…

O Projeto 2025 foi elaborado sob a coordenação da Heritage Foundation, think thank que transitou alegremente de bastião de reaganismo para o colo de Victor Orbán,  primeiro-ministro autocrata da Hungria.

Nove em oito cientistas políticos têm dito que o “mandato poderoso e sem precedentes” de Trump será a “orbanização” dos EUA, ou seja, a supressão de quaisquer freios e controles institucionais à vontade executiva, carrasca, executora.

Na íntegra:

Hugo Souza em https://www.comeananas.news/


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