maio 18, 2024

COLLAGE


Quando terminei de escrever Malvina, o vazio inevitável do tempo livre... 

Busquei os livros acumulados na cabeceira, pensei em montar uma peça de teatro, mas preciso do outro, de outra. Tentei um monólogo. Ah, a memória.... É um bom treino. Não abandonei a ideia, mas vai uma distância.

 Tentei outra arte e me aproximei da aquarela. Exigente e fugidia virou experimentação. 

Tem quem se volte para o corpo, para o esporte. Com a tesão encapsulada, o desejo voa longe e pousa na arte, que sempre me iluminou. Ou na desarte? Foi quando retomei algo que havia esquecido e sempre gostei: as collages. 

É impressionante como é difícil apartar o íntimo. Tudo voltado para a névoa interior da inquietação, da crítica, das frustrações.... E me vi criando collage-repúdio, o abismo q me separa de tantos. Depois, uma ou outra foto de amiga, da família, collages engajadas na literatura, no feminismo. O maestro Leonardo Bernstein disse q a obra de arte não responde a perguntas, mas provoca. E que o significado primordial se encontra na tensão entre respostas contraditórias. Bem, bem...



 O q estou aprendendo com a collage?
- para quem tem déficit d atenção é ótimo para concentrar,
- não jogue no lixo papéis recortados, sem olhar ambos os lados. Ainda pode ter proveito.
- monte a collage, mas não cole...
- fotografe antes de colar e  observe. De tempo para que ela "respire". Reveja no dia seguinte, sempre pode substituir, cortar ou incluir outra imagem,
- a colagem pode ser poética, publicitária, crítica. Seu interior é quem dita.

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial