COLLAGE
Quando terminei de escrever Malvina, o vazio inevitável do tempo livre...
Busquei os livros acumulados na cabeceira, pensei em montar uma peça de teatro, mas preciso do outro, de outra. Tentei um monólogo. Ah, a memória.... É um bom treino. Não abandonei a ideia, mas vai uma distância.
Tentei outra arte e me aproximei da aquarela. Exigente e fugidia virou experimentação.
Tem quem se volte para o corpo, para o esporte. Com a tesão encapsulada, o desejo voa longe e pousa na arte, que sempre me iluminou. Ou na desarte? Foi quando retomei algo que havia esquecido e sempre gostei: as collages.
É impressionante como é difícil apartar o íntimo. Tudo voltado para a névoa interior da inquietação, da crítica, das frustrações.... E me vi criando collage-repúdio, o abismo q me separa de tantos. Depois, uma ou outra foto de amiga, da família, collages engajadas na literatura, no feminismo. O maestro Leonardo Bernstein disse q a obra de arte não responde a perguntas, mas provoca. E que o significado primordial se encontra na tensão entre respostas contraditórias. Bem, bem...
O q estou aprendendo com a collage?
- para quem tem déficit d atenção é ótimo para concentrar,
- não jogue no lixo papéis recortados, sem olhar ambos os lados. Ainda pode ter proveito.
- monte a collage, mas não cole...
- fotografe antes de colar e observe. De tempo para que ela "respire". Reveja no dia seguinte, sempre pode substituir, cortar ou incluir outra imagem,
- a colagem pode ser poética, publicitária, crítica. Seu interior é quem dita.
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