maio 12, 2024

POVO, QUE POVO?


 

Na Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu parágrafo único do artigo 1˚,  lemos:

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Teorias literatas, juristas, filosóficas à parte, quem é o povo?

Escrevo a partir do que vejo... São os analfabetos e pós-graduados, os cientistas e os agricultores, os errantes e os trabalhadores, poderosos e escravos.

O brasileiro é um tipo de povo que pouco se rebelou na sua história. Afugentou outros povos, guerreou pelas suas fronteiras, apoiou a ditadura, votou num milico expulso do exercito.

Diziam que o povo brasileiro é cordial, no livro “Raízes do Brasil”, de 1936.

Mito... Hoje não cola mais. As redes sociais são uma prova.



Mas, e o povo? O povo é essa massa anônima, manipulado pelas elites econômicas, pelo governo, pela religião, pela imprensa. Às vezes consciente, às vezes inconsciente, feito massa de manobra, bucha de canhão.

O povo originário, o povo escravizado, o povo imigrante.

O povo com suas esperanças, com suas falcatruas.

Da mesma plasma, o miserável e o rico, resultamos nós, o povo.

Posto à prova, nessa tragédia, nessa tristeza, na dor.

 

 

 

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