POVO, QUE POVO?
Na Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu parágrafo
único do artigo 1˚, lemos:
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Teorias literatas, juristas, filosóficas à parte, quem é o
povo?
Escrevo a partir do que vejo... São os analfabetos e pós-graduados,
os cientistas e os agricultores, os errantes e os trabalhadores, poderosos e
escravos.
O brasileiro é um tipo de povo que pouco se rebelou na sua
história. Afugentou outros povos, guerreou pelas suas fronteiras, apoiou a
ditadura, votou num milico expulso do exercito.
Diziam que o povo brasileiro é cordial, no livro “Raízes do Brasil”, de 1936.
Mito... Hoje não cola mais. As redes sociais são uma prova.
Mas, e o povo? O povo é essa massa anônima, manipulado pelas
elites econômicas, pelo governo, pela religião, pela imprensa. Às vezes
consciente, às vezes inconsciente, feito massa de manobra, bucha de canhão.
O povo originário, o povo escravizado, o povo imigrante.
O povo com suas esperanças, com suas falcatruas.
Da mesma plasma, o miserável e o rico, resultamos nós, o
povo.
Posto à prova, nessa tragédia, nessa tristeza, na dor.
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