DO MEU BLOQUINHO
Escrever, ler, pesquisar... sempre um refúgio. Ou uma fuga? Esses dias li que para muitos escritores, o momento mais difícil, depois do livro publicado, são os lançamentos que exigem a presença do escritor. “É constrangedor ver as pessoas saírem de casa para comprar teu livro no dia do lançamento.” Me vi concordando... Em cidade pequena, vão porque te conhecem, porque são parentes, porque são amigas. Vão pra te dar uma força, “coitada!” Talvez nunca leiam as páginas do nosso livro. Mal folheiam. Há os que se armam de lápis na mão para assinalar os erros. Acho bem bom - Malvina foi corrigido por mais de vinte olhos e assim mesmo, falhas. Sinal que não foi escrito por ChatGPT , disse alguém. O livro finalizado vai para as livrarias, para a mídia, com sorte, ganha um rodapé ou uma matéria se o editor vai com tua cara. Que ninguém sinta-se ofendido, mas o autor não precisa de lançamentos presenciais como se fosse a bolachinha-vedete do pacote. Ele fez seu trabalho. E o livro é o resultado. Porque não vejo ninguém fazer fila pra cumprimentar o instalador do chuveiro, o cara que assentou o azulejo, o que plantou árvores. Para que então cumprimentar quem escreveu um livro? Pronto, falei.
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