SÃO TANTAS EMOÇÕES...
Assisti ao show de 50 anos de carreira de Roberto Carlos, num Maracanã lotado.
Dizem que foi impecável. Perdi os detalhes sentada na frente da tv e na segunda garrafa de vinho, me debulhando em lágrimas feito uma nuvem acida.
Dei por conta do vinho.
Depois, por conta do passado, da tpm, de ver que Roberto e Erasmo envelheceram também e se emocionaram com a própria amizade, da Vanderléia que continua brega como sempre foi nos anos 60.
Eu nem era da Jovem Guarda. Achava aquilo tudo muito careta. Na esquina da minha adolescência encontrei de cara a Tropicália, Os Mutantes...
Bossa Nova? Nem pensar.
Agora vejo uma entrevista onde Caetano revela que a canção “Como dois e dois” foi composta em Londres, especialmente para o repertório de Roberto.
Caetano diz que está recheada de versos contraditórios e referências ao período da ditadura.
Quando você me ouvir cantar
Meu amor
Quando você me ouvir chorar
Poucos entenderam o recado, disse o baiano de cabelos brancos e óculos de aro fino.
Se fosse ele a cantar, continuaria no exílio.
Na voz do queridinho Roberto, ninguém desconfiou...
Fã incondicional de Caetano desde os tempos do hino libertário “Alegria, Alegria” ou da força ao iê-iê-iê romântico de “Não Identificado”, agora completamente bebum me rendo ao Robertão...
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