julho 29, 2011

TALVEZ, UM DIA, UM CURTA


A câmera atravessa um corredor sombrio, num prédio. Vaza luz por baixo das portas dos apartamentos, vozes, sons de radio, choro de criança, discussão, silêncio qdo a câmera para em frente a porta do ap 206. Foca na soleira da porta, é a  que menos luz vaza. Foca o trinco, barulho de chave. Foca na porta embaixo que se abre e mostra os pés de um homem vestindo um calçado gasto, velho, meias arriadas sem elástico, aparece um pouco da canela fina pq a barra das calças é curta. Ouve-se a porta fechar, barulho da chave. Segundos de hesitação, os pés se movem a câmera segue os passos, sempre com foco nos pés. Os sons dos outros ap vão desaparecendo. Os pés param em frente do elevador, foco no elevador. Hesitam e o homem opta pelas escadas, afinal é só um lance de escada. O homem abre a porta da frente do prédio. Qdo a câmera vai subindo para mostrar o homem, a porta da frente do prédio, que é de vidro, abre e  a luz “cega” a câmera. Vê-se o movimento da rua, mas não o homem. O homem fecha a porta. Foco na silhueta do homem, mas pelo lado de dentro do prédio. “A câmera se desespera” pq fica trancada dentro do hall do prédio. Ela perde o seu homem. A câmera se assume como um personagem. O desespero da câmera ( o foco)  até q alguém abre a porta, outro morador entra e se depara surpresa com a câmera, q pode sair, finalmente.Na calçada a câmera foca para um lado. Movimento da Julio. Foca para outro em direção a Casa de Cultura. O homem segue longe, quase não identificável, entre outras pessoas. A câmera “corre”. Tropeça. Blackout. Sobe o crédito que dá nome ao filme: SEBALDO

A câmera entra na igreja  “procurando” Sebaldo, entre os bancos. A câmera é intrometida, aproxima, mostra o q as pessoas estão lendo, cantando, o padre, o altar, o grupo q coordena as cantorias no lado esquerdo. Foca nas 8 pessoas q cantam no coro, vai se aproximando, câmera tropeça, blackout, sobe o crédito: O FOTÓGRAFO