abril 16, 2026

MARTÍN GUSINDE





Gusinde, 1886/1969, foi um padre e etnólogo austríaco. Depois de sua ordenação viajou para Santiago do Chile, quando trabalhou como professor e no Museu Etnográfico. Voltou seu olhar aos fueguinos - os donos das terras indígenas na "Terra do fogo", bem no rabicho da América do Sul. Gusinde realizou quatro viagens de pesquisa à região, entre o final de 1918 e 1924. Graças a ele, muito material fotográfico.

Por que essa postagem?  Porque essa foto me sensibilizou em uma postagem do velho  facebook e, curiosa, corri para o wikipedia:

Os fueguinos pertenciam a diversos grupos étnicos diferentes: os Haush, os Yahgan e os Kawésqar. Todos esses grupos, com exceção dos Selkʼnam, viviam exclusivamente em áreas costeiras e possuíam seus próprios idiomas. 

Conforme alguns, os indígenas foram denominados “fueguinos” em 1822, pelo Capitão James Weddell ao passar pelo Estreito de Magalhães.


Quanto ao nome "Terra do Fogo" acreditam que se refere ao fato de que tanto os Selk'nam quanto os Yahgan acendiam fogueiras em frente às suas cabanas (ou dentro delas) e a luz e a fumaça eram vistas pelos navios que transitavam na imensidão do mar da Patagônia.


Com o “progresso”, argentinos, chilenos e americanos se botaram a procurar ouro; as terras roubadas por estancieiros trouxe o contato com os ditos “civilizados”, e aí ocorreu o holocausto dos Selk’nam.

Os historiadores estimam que o genocídio se estendeu por um período entre dez e vinte anos e resultou no declínio da população Selkʼnam de aproximadamente 4.000 pessoas durante a década de 1880 para algumas centenas no início da década de 1900. 

 


Genocídios... O mesmo com os indígenas desse país. Com a escravidão. E seguem os líderes mundiais cumprindo à risca a história: dizimar outros povos. 


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