D I C R Ó
Tá no wikipedia, a minibiografia:
Filho da iyalorixá Nilcelina Gomes Ferreira,
Carlos Roberto de Oliveira, ou simplesmente Dicró, cresceu
na favela do bairro de Jacutinga, na cidade de Mesquita, no Rio de
Janeiro. No terreiro da mãe, o menino acompanhava também as rodas de samba. Para a escola da Beija Flor, um pulo como compositor. Depois, na Grande Rio.
No Piscinão de Ramos, manteve um trailer que juntava
sambistas e pagodeiros. A popularidade
cresceu quando passou a apresentar um quadro no Fantástico. Aquariano, humorista,
morreu com a minha idade, por complicações da diabete, por fim, infarto.
De língua afiada – O político, Cabide de emprego - suas letras bem-humoradas, outras de teor
duvidoso - Loura do pentelho preto - compôs Funeral do Ricardão, A hora e a vez
do samba, registrados em cds que vendia nas praças e esquinas do Rio, sentado
em uma cadeira de plástico.
O POLÍTICO
Dei cimento, dei
tijolo
Dei areia e vergalhão
Subi morro, fui em favela
Carreguei nenê chorão
Dei cachaça, tira-gosto
E dinheiro de montão
E mesmo assim perdi a eleição
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Prometi a minha nega que ia ser a primeira dama
Porém quando eu perdi, ela perdeu até a
cama
E achei o meu retrato no banheiro da central
Vou dar um coro no meu cabo eleitoral
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Hoje eu tenho meus motivos, para estar injuriado
Porque eu só tive um voto e mesmo assim foi anulado
Só tem gente canalha, como tem gente ruim
Nem a minha mãe votou em mim
Ô mamãe eu me admiro a senhora
Se meus inimigos não votarem em mim tudo bem
Mas a senhora que depende de mim, não votar é sacanagem
Eu hein...
Os eleitores que não te conhecem, não votaram
Eu que te conheço vou votar?
Ah! Tô fora...
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