A RESSACRALIZAÇÃO DA NATUREZA
Toda estrutura de concreto esconde uma tristeza profunda,
que somos treinados a ignorar.
As paredes verticais à nossa volta, cinzentas e
sufocantes,
as calçadas sujas, cobertas pelos detritos da cidade,
os cheiros e barulhos,
o céu bloqueado pelos prédios,
a natureza entijolada e sufocada,
as pessoas fluindo pelas ruas com olhares vazios.
(...)
As cidades ditas belas são as que cultivam espaços verdes
variados,
as que deixam a natureza penetrar aqui e ali,
de avenidas largas repletas de árvores,
as orlas perfiladas de palmeiras,
os parques verdejantes com os bem-te-vis e os sabiás.
longo dos rios que cortam as cidades que se preocupam em
mantê-los
limpos, em fontes e chafarizes iluminados.
Não iremos nem precisamos, claro, abandonar as cidades.
Mas podemos nos comprometer em recalibrar nossa vida,
buscar ambientes onde a natureza nos encanta,
abrir espaço para mais verde e azul nas cidades,
as cores das florestas e do céu, que falam com o nosso
passado coletivo,
que nos conectam com as nossas raízes distantes.
* Marcelo Gleiser em O DESPERTAR DO UNIVERSO CONSCIENTE: um manifesto
para o futuro da humanidade.
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