SILVIO SANTOS: SOBE OU DESCE?
Não me comovi com a morte de Silvio Santos.
Não sabia dizer o porquê além de achar seus programas de péssimo
gosto “Quer namorar comigo?”e de humilhações
na hora do “quem quer dinheiro” ou do caso da apresentadora infantil Maísa, de
apenas 6 anos. Coisas que soube pela imprensa porque nunca assisti a cafonice
do seu programa que tem em Luciano Huck, um seguidor fiel. Detestava o Palhaço Bozo, cheirador. E ainda
tem o caso do Teatro Oficina e a pressão do apresentador para construir um prédio de mais de 100
andares ao lado do teatro de Zé Celso. O
bilionário plastificado Silvio Santos não precisava disso. É a ganância
superfaturada. Ainda bem que a justiça impediu.
Mas é o jornalista Solon Cardoso que melhor explica a
minha falta de comoção fúnebre na sua crônica do https://virtualidades.blog/ - “O que não foi dito sobre Silvio Santos”.
Tal como Solon, estranhei tanta babação global pra cima do
comunicador famoso. “Lobo não come lobo” questiona ele. Não tinha pensado
nisso. Minha ideia simplista foi q os Marinho querem comprar o Sistema Brasileiro
de Televisão, fundada em 1981 e “dada de mão beijada a Silvio Santos pelo
ditador João Baptista de Oliveira Figueiredo. O que ele precisava entregar em
reciprocidade ficava evidente em quadros como “A Semana do Presidente”, que por
20 anos divulgava atos do governo, sendo ainda patrocinado para tanto com
verbas federais um recurso para estimular o ufanismo e dar popularidade aos
militares. Em 2018, para agradar a Jair Bolsonaro, ele resgatou o slogan que
foi popularizado na Ditadura Militar: “Brasil, Ame-o ou Deixe-o”. E emplacou um
genro seu como Ministro das Comunicações.” – virtualidades.blog.
Outros agrados e favores concedidos a Silvio Santos:
- 70 mil hectares de terras no Mato Grosso comprados de dois
usineiros paulistas que, por sua vez, haviam sido agraciados com elas, que eram
áreas públicas, por outro ditador, Emilio Garrastazu Médici. Sua fazenda
recebeu o nome de Tamakavy, o mesmo dado posteriormente a uma rede de lojas que
ele criou.
- o Baú da Felicidade. Autorizado pelo governo federal, ele
se constituía numa espécie de venda antecipada e parcelada de produtos, que
também oferecia prêmios. Entretanto, jamais foi fiscalizado. Depois disso ele
ainda foi agraciado com a permissão da Tele Sena, um modelo proibido de
apostas, que foi disfarçado como sendo “títulos de capitalização”. Só que nunca
teve o lastro legal exigido por lei.
- Sílvio foi responsável ainda pela devastação de enormes
áreas que eram de florestas preservadas, para a criação de gado. Negociava
produtos de agropecuária, entre os quais agrotóxicos.
- dono de um banco, o Panamericano, envolvido com fraudes
que causaram um rombo de R$ 4 bilhões e acabou vendida para o BTG Pactual,
fundado por Paulo Guedes (ex-ministro da economia no governo Bolsonaro).
Silvio Santos morreu negacionista e suas fiéis “coleguinhas de trabalho” não puderam acompanhar o enterro, por ordem dele, que já devia estar de saco cheio de todas, efusivas e ávidas por aviõezinhos...
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