agosto 20, 2024

SILVIO SANTOS: SOBE OU DESCE?

Não me comovi com a morte de Silvio Santos.

Não sabia dizer o porquê além de achar seus programas de péssimo gosto  “Quer namorar comigo?”e de humilhações na hora do “quem quer dinheiro” ou do caso da apresentadora infantil Maísa, de apenas 6 anos. Coisas que soube pela imprensa porque nunca assisti a cafonice do seu programa que tem em Luciano Huck, um seguidor fiel.  Detestava o Palhaço Bozo, cheirador. E ainda tem o caso do Teatro Oficina e a pressão do apresentador  para construir um prédio de mais de 100 andares ao lado do teatro de Zé Celso.  O bilionário plastificado Silvio Santos não precisava disso. É a ganância superfaturada. Ainda bem que a justiça impediu.

Mas é o  jornalista Solon Cardoso que melhor explica a minha falta de comoção fúnebre na sua crônica do https://virtualidades.blog/ -  “O que não foi dito sobre Silvio Santos”. 
 

Tal como Solon, estranhei tanta babação global pra cima do comunicador famoso. “Lobo não come lobo” questiona ele. Não tinha pensado nisso. Minha ideia simplista foi q os Marinho querem comprar o Sistema Brasileiro de Televisão, fundada em 1981 e “dada de mão beijada a Silvio Santos pelo ditador João Baptista de Oliveira Figueiredo. O que ele precisava entregar em reciprocidade ficava evidente em quadros como “A Semana do Presidente”, que por 20 anos divulgava atos do governo, sendo ainda patrocinado para tanto com verbas federais um recurso para estimular o ufanismo e dar popularidade aos militares. Em 2018, para agradar a Jair Bolsonaro, ele resgatou o slogan que foi popularizado na Ditadura Militar: “Brasil, Ame-o ou Deixe-o”. E emplacou um genro seu como Ministro das Comunicações.” – virtualidades.blog.


Outros agrados e favores concedidos a Silvio Santos:

- 70 mil hectares de terras no Mato Grosso comprados de dois usineiros paulistas que, por sua vez, haviam sido agraciados com elas, que eram áreas públicas, por outro ditador, Emilio Garrastazu Médici. Sua fazenda recebeu o nome de Tamakavy, o mesmo dado posteriormente a uma rede de lojas que ele criou.

- o Baú da Felicidade. Autorizado pelo governo federal, ele se constituía numa espécie de venda antecipada e parcelada de produtos, que também oferecia prêmios. Entretanto, jamais foi fiscalizado. Depois disso ele ainda foi agraciado com a permissão da Tele Sena, um modelo proibido de apostas, que foi disfarçado como sendo “títulos de capitalização”. Só que nunca teve o lastro legal exigido por lei.


- Sílvio foi responsável ainda pela devastação de enormes áreas que eram de florestas preservadas, para a criação de gado. Negociava produtos de agropecuária, entre os quais agrotóxicos.

- dono de um banco, o Panamericano, envolvido com fraudes que causaram um rombo de R$ 4 bilhões e acabou vendida para o BTG Pactual, fundado por Paulo Guedes (ex-ministro da economia no governo Bolsonaro).


Silvio Santos morreu negacionista e suas fiéis “coleguinhas de trabalho” não puderam acompanhar o enterro, por ordem dele, que já devia estar de saco cheio de todas, efusivas e ávidas por aviõezinhos...



Aroeira

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