BILHETE DA DONA CHININHA
Compadre, saúde! A comadre e as crianças? Óia recebeu o melado que o Cirilo mandou? É pras pipocas dos pitocos. Ontem a Veridiana chamou na internete dela e vi teu jornal. O mundo é do futuro mesmo. Por isso que ninguém mais tem papel pra acender as lenha no fogão nem pra tapar a fresta da porta. Eu me viro com as palhas do milho mesmo. Cumpadre eu não entendi. Tu sabe que a gente é tudo simples igual só uns mais estudado. O menino aquele Juremir sabe? Escreveu Ilusão derradeira do colonianismo. Ô coisa difícil. Ele ta falando dos nossos colonos? Só quem pode falar mal da gente sou eu que vivo aqui. Diz pra ele. Mostrei meu bilhete pra Veridiana. Ela quer me ajudar escrever limpinho. Deixo? Meio enxerida né? Toda vila vai saber. Compadre fui pra Coqueiro Baixo tu não vai acreditar. Agora tem um edifício. Vão se empilhar. A Veridiana achou feio que escrevi caixa de sapato. É o sonho dela morar numa. Coqueiro Baixo é a cidade com mais velho no brasil. Voltei correndo renga da perna. Pelo Cirilo já me comprava um quintal. Net net net eu disse. Se tu não quer ler meu bilhetes compadre pega o telefone. Vou compra umas lã agora. To com o tricô atrasado que o medico da cabeça mandou fazer. Fica bem com Nossa Senhora e tua família.
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial