julho 06, 2022

BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO


 Incrível, mas já participei. Ao lançar meu primeiro livro, Intrigas da Colônia, cheio de erros, sem revisão oficial - aprendi a lição na dor e vergonha. Isso lááá em 2012.

 Claro que a Bienal foi por curtição. Dei sorte porque o escritor lajeadense Ismael Caneppele estava por lá. Porque uma aeromoça, que é de Cruzeiro do Sul, se interessou por alguém do Vale do Taquari. E porque um sobrinho se sensibilizou. Três autógrafos. E dali, tratei de curtir o Museu da Língua Portuguesa, ainda não incendiado.


Agora leio que a 26ª Bienal desse ano homenageia Portugal e que traz 19 escritores brancos, por conta dos festejos do bicentenário da Independência do Brasil.

Para não ficar tão constrangedor, a jornalista e escritora Marilene Felinto, na Folha de SP, escreve:

“A curadoria portuguesa, "em nome da diversidade", somou estranhamente a essa lista o nome de três escritores negros não portugueses, nascidos em ex-colônias de Portugal —a moçambicana Paulina Chiziane, o angolano Kalaf Epalanga e o timorense Luís Cardoso.

E questiona:

Por que homenagear o colonizador e não a narrativa literária dos povos sacrificados pela colonização?”

Boa pergunta.

Foto Laura Peixoto

Só queria dizer que em maio de 2018, a linda Feira do Livro de Lisboa, ao ar-livre, homenageou o Brasil. Aí sim foi constrangedor ver uma fila gigantesca para ouvir ao “guru espiritual” Sri Prem Baba. Depois comprovado, “um abusador sexual e um aproveitador da boa vontade da comunidade para enriquecer.”

O povo não aprende. Não existe mito nem milagre.

Foto Laura Peixoto

Mas ainda bem que persistem as feiras do livro. Com telhado, sem telhado. Com escritores das capitais e das províncias, de todas as cores e dogmas discutíveis.



Em agosto teremos a #16ª Feira do Livro de Lajeado, que volta à Praça da Matriz e homenageia o centenário do escritor português José Saramago, a professora Ivete Kist, como patrona e o historiador e escritor Waldemar L. Richter, de Forquetinha.


 


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