DO MEU BLOQUINHO
Vida e morte. Literatura e morte. Decepções e depressões.
Drogas e fama. Velhice e demência. As escolhas sexuais.... O que faz com que
tantos escritores tirem a própria vida?
A espanhola Rosa Montero aborda essas questões em seus livros, agora que ultrapassou os 70 anos. Revela que escritores são tipos estranhos e que um dia Proust deitou na cama e nunca mais saiu dela. (A minha é tão boa que é muito tentador continuar nas cobertas, a cada manhã.) O mesmo fazia o espanhol Ramón Maria del Valle-Inclán e o uruguaio Juan Carlos Onetti. Como Montero sabe? Leu as biografias?
Agatha Christie escrevia sentada dentro da banheira. Com
água? Rosseau era masoquista e exibicionista. Freud tinha medo de trens.
Hitchcock, de ovos. E a colombiana Amalia Andrade pavor de, ao engolir sementes
de frutas, sentir nascer uma árvore dentro dela. Muito ouvi isso na minha infância: "Não engole os grãos!"
Medos... Mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão – escreve Montero.
Conforme um estudo sueco, os escritores tem 50% de mais
possibilidades de se suicidar, entre os 800 mil que conseguem a cada ano.
Loucura? Para o psicólogo espanhol Iñaki Piñuel, autor de “Mi jefe es um psicópata”, 2% da população mundial é composta de psicopatas, que vem a ser uma gente muito má, incapaz de sentir empatia pelo próximo. Fora os 10% a 13% que seriam egocêntricos e narcisistas, pessoas terrivelmente tóxicas que apenas usam o outro para seu proveito.” – diz ele.
Conheço gente assim... Ô, se conheço!
Rosa Montero é premiada, tem mais de 27 livros, mas no wikipedia não consta “O perigo de estar lúcida”, publicado em 2022. Como acabei de reler “A ridícula ideia de não voltar a ver-te”, achei meio repetitiva, porém, nesse, traz Madame Curie para suas páginas. Também curti “A louca da casa”.
Em função dessas leituras, pesquisei os escritores suicidas.
Fora os que o mundo nunca ficou sabendo...

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