maio 05, 2026

20 ANOS


Em 3 de maio de 2006, a Editora Record lançava “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves. Um assombro da literatura: pesquisa e ficção monumental. Um romance histórico, dividido em 10 capítulos extensos. 

A saga de Kehinde, se pronuncia Quéindé, personagem principal, é narrada com muita descrição da vida africana e brasileira, dos costumes religiosos e sociais do início do século XIX até 1899. Se passa em África e na Bahia, Maranhão, Rio e São Paulo. 

São 952 páginas para contar do sincretismo religioso, costumes, das violências e da liberdade.

Minha amiga Margarita e eu anotamos e resumimos os dez capítulos para uma apresentação futura, em comemoração ao aniversário do livro:

O primeiro capítulo conta a infância da protagonista Kehinde, que narra sua história no antigo Reino do Daomé, hoje Benin, e sua captura na aldeia de Savalu, com sua irmã gêmea Taiwo. Eram ibêji: assim chamados os gêmeos entre os povos iorubás.

Antes, acontece o estupro e a morte de sua mãe e irmão por guerreiros de outro reino, presenciado por elas. A fuga das duas meninas e sua avó para uma cidade maior e mais interessante que Savalu: Uidá, próxima ao mar...

Como Raduan Nassar depois de "Lavoura arcaica", não precisa  publicar mais nada. É uma obra que conquistou lugar de honra entre as maiores da literatura brasileira.

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