dezembro 21, 2025

DO MEU BLOQUINHO


 Constatando algumas lacunas entre o mundo eletrônico e digital - e não me dá orgulho -  não sinto a mínima falta. É apenas uma constatação assim como ir pescar não sem antes catar minhoca, entendeu? O máximo q você vai pertinar* é o bom e velho computador, o celular para tirar fotos e atender ligações - cada vez mais mudo. Tudo agora chega por mensagens, sem emoções. Como explicar, o analógico me emociona? O vinil, depois o cd. “Alexa toca Chico.” Coisa mais inodora, valha-me Natureza! Tudo feito pra gente não levantar a bunda do sofá e entrevar de vez. A agulha arranhando o miolo do vinil avisa q é preciso trocar de lado. E quando saio para o quintal? Coisa de loko, quintal!!! Com árvores, sombras e passarinhada. Ontem quando cortava a grama pensei q era um exercício tão bom quanto a academia. Eu suava como se tivesse correndo pelas ruas asfaltadas de Lajeado. Infelizmente, dvd de filme não é mais possível. Não sei o q fazer com os meus. Na prateleira, os resignados. Tu precisa de uma erfrair*. Não chega o agrotóxico embutido em tudo q a gente come, ainda essa? Lembra como eram boas as panelas de teflon? Ahã. Agora uso inox. Caro pra caralho. E uma chapinha de ferro para os bifes e assim reforçar a imunidade. No mercado levo listinha no papel. No calendário, em cima da mesa, anoto a obrigação do dia. Assim, terça-feira vou desencravar as unhas. Jornal é pela internet. Coitado dos jornais, cada vez mais magros e a base de releases. Leio Sul 21, Matinal e, às vezes, Folha de São Paulo, quando minha amiga de PoA manda algo interessante. Escuto a Tropical FM. E esse blog? Sim I.A. – eu sei. Um pouco mais de 200 acessos diários. Às vezes triplica, mas eu acho q é senvergonhice* do blog pra fazer com q eu publique mais seguidamente. Poucos sabem q tenho diário no papel-tela. É uma coisa tão arcaica q sinto vergonha. Começou em 1978. Juro. E encerrou em Junho desse ano. Alguns sabem o porquê. Não posso escrever q 2025 foi o pior ano da minha vida pq tenho medo do castigo divino q continua analógico. Se eu acendo velas? Sim. Se acredito em miasma de gente ruim, fofoqueira e rancorosa? Sim.  Se acredito em Deus? Não. Em Espírito Santo? Não. E Jesus? Tenho minhas dúvidas. E em intercessão das santas?  Mas entre elas e quem? A única coisa q me animou nesse ano foi uma oficina de literatura. Me obriguei a escrever pra desviar das lembranças e o Picasa tá cheio delas. Tô me entupindo de antideprê pra não sentir tantas saudades. Vejo uma luzinha no fim desse abismo... pelo Teatro. Preciso fazer teatro, dar aula de teatro. Rir com o teatro. Chorar com o teatro. São tempos difíceis. A extrema-direita avança seus tentáculos sobre a América Latina. O louco do Trump rouba descaradamente o petróleo venezuelano (não apoio Nicolás Maduro!)  e a ONU nem pia?  O verão vai sangrar de tanto calor.  E ainda tem Copa e eleições. E um monte de feriados.  Meu horóscopo diz q 2026 vai ser o ano da virada porque Plutão traz mudanças... E daí tu me diz: acredita em horóscopo e duvida de Deus? Termino o ano com mais uma decepção. Já tinham me avisado q não era pra esperar nada de ninguém, daí tu nunca se desaponta. Verdade, né? Agora a gente só vai se ver por aqui no ano que vem. Obrigada leitora, obrigado leitor. 

 

 

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