agosto 08, 2024

FLAVIO TAVARES

 


A família Tavares e eu na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, ontem, para a homenagem ao jornalista Flávio Tavares, uma proposição do vereador Roberto Robaina, do PSOL. A honraria destaca a contribuição de alguém ao desenvolvimento social, econômico ou humano da capital: o Troféu Câmara Municipal de Porto Alegre.

Em 2014, também pelo PSOL, Flavio Tavares já havia recebido o título de Cidadão de Porto Alegre, por ser um dos nomes mais importantes do Jornalismo gaúcho.

 


Que visão de mundo, de ideologia, tem um homem como Flavio que conheceu Darcy Ribeiro, Samuel Wainer, Getúlio Vargas...

 
... Che Guevara, só pra citar alguns?

Que acompanhou os golpistas do planalto em 1964? 

E viu os de 2023? 


Que viveu a Campanha da Legalidade entrincheirado no palácio do governo durante 8 dias, sem tomar banho e com revolver na mão esperando um ataque q não veio? “Aqui nasceu as raízes da volta da democracia, com um movimento civil.” – lembrou.


O escritor e jornalista viveu no exílio durante 10 anos. Conhece muito do Brasil. E também da China, de Portugal, Argentina, Uruguai e o México. 

Dono de excelente memória e de um pensamento que une o passado e o presente, ao ver tantas pessoas de diferentes idades, profissões e cores partidárias  se referiu ao encontro como um “verdadeiro ato ecumênico político“, representado pelos ex-governadores presentes, Olívio e Jair Soares, de quem é amigo de ambos. E lembrou:

Ex-governadores Jair Soares, Olívio Dutra e ver. Roberto Robaina, Flavio Tavares e a esposa Patricia.


“A desavença ideológica deve nos unir, a divergência somar, e isso é a democracia.”


Flavio é um cidadão plural e ecológico, quando se posicionou contra a maior lavra de carvão a céu aberto na região metropolitana de Porto Alegre apenas a um quilometro e meio do rio Jacuí e que afetaria a comunidade Mbya Guarani, muito próximo ao local.

 “Obrigada, Flávio, pela tua luta contra a mina de Guaíba”, disse a esposa Patrícia, em tom emocionado.

 Pra mim foi tudo que eu precisava ouvir. E só por isso, justifica a homenagem merecida.

 


E eu? Aproveitei pra tietar, claro!

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