DÚVIDA LINGUÍSTICA...
Escândalos não duram um dia, nesses tempos voláteis.
Parece que foi no ano passado... mas foi
na semana passada? Sua Santidade, o Dalai Lama, a vez da hora.
Em frente a dezenas de câmeras e de muita gente, brincou com um menino:
“Quer chupar a minha língua?”
O mundo estarrecido, eclodiu. O buraco negro se liquefez.
Eu também me decepcionei.
Estamos contaminados por juízos raivososos e ignorantes?
Volta e meia, a religião (que não sei bem pra que serve) testa minhas frágeis crenças...
Religião, como já disse o Dalai, é a que mais te aproxima
de Deus, do Infinito. E a que te faz melhor.
Então, fico com a Natureza. É quando, realmente, sinto a
presença de um ser superior - o filosófico “calor
vital” de Aristóteles! Principalmente, embaixo de uma figueira centenária ou um plátano majestoso.
Frei Boff, nas redes, defendeu o Dalai Lama:
“Conheço bastante bem o Dalai Lama. Demos conferências
juntos na Alemanha.
É uma das pessoas mais sábias, éticas e espirituais que
existem na humanidade atual.
Muitos se escandalizaram que um menino foi convidado a
chupar a língua do Mestre.
É um costume antigo do Tibet, hoje sob o jugo da China, desaparecido como outras tantas coisas.Ele é muito brincalhão.
Quando esteve em Curitiba, uma irmã minha, Iris, foi convidada a sentar ao lado dele. Fazia comentários jocosos. Num certo momento tirou do bolso uma bala e a colocou na boca da minha irmã, com a maior pureza e simplicidade.
Devemos julgar as pessoas não com nossos critérios ocidentais cada vez mais
acidentais.
Por exemplo, é comum que no mundo árabe dois amigos caminhem um segurando o dedo mínimo do outro. Aqui se imaginaria que seriam dois homoafetivos.
Então, por favor, acalmem-se.
Não pensem mal de uma das pessoas mais santas que temos,
Sua Santidade o Dalai Lama.
Ele é muito livre, brincalhão e não um pedófilo como foi dito por religiosos, demasiadamente religiosos, e pouco abertos às diferenças culturais.”

Também li que é uma tradição no Tibete, do século IX, mostrar a língua, mas não chupar:
"De acordo com o folclore tibetano, um rei cruel do século XIX tinha uma língua negra, então as pessoas estiravam a língua para mostrar que não eram como ele, e nem sua reencarnação.”
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